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Congresso terá força para derrubar o veto?
Por Alexandre Garcia

O presidente Lula (PT) vetou o projeto de lei, aprovado pelo Congresso, da dosimetria. Quais são as chances de o veto do presidente ser derrubado? Estão aqui os números: esse projeto foi aprovado por 48 a 25 no Senado e por 291 a 148 na Câmara.
Para o Congresso Nacional derrubar um veto, basta a maioria absoluta, o que significa a metade do total de deputados e senadores, mais um. Numa reunião do Congresso, o resultado seria 339 votos pela derrubada do veto, no total dos 584 deputados e senadores. Tem voto suficiente para derrubar.
Outra coisa é a CPMI para investigar o Banco Master. Está cheio de gente enrolada com o Master, gente importantíssima, tanto que a investigação tramita em sigilo. É sigilo de todo jeito, no Banco Central, no Supremo, até na CPI do INSS.
O telefone do Daniel Vorcaro é uma caixa de Pandora: se abrir, vão sair todos os males do Brasil. Até sábado (10), a CPMI do Master tinha as assinaturas de 208 deputados e 37 senadores. Então, já tem número suficiente para abrir uma CPMI sobre a atuação de Vorcaro.
Uma coisa muito estranha foi aquela conversa ao pé do ouvido, literalmente, no evento esvaziado que Lula inventou para comemorar, para lembrar o 8 de janeiro de 2023, entre o advogado do Lulinha e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gravada por um câmera do SBT.
E se fosse Eduardo Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro que tivessem ido conversar com o chefe da Polícia Federal? Que escândalo. O Eduardo Bolsonaro foi sancionado por isso, por supostamente fazer pressão e coação sobre a Justiça.
E os 40 influenciadores contratados pelo Master para fazer campanha contra o Banco Central e a favor do Master? Que tal? Isso não é coação? Mais o ministro do Supremo Dias Toffoli que chamou para si um inquérito que estava na primeira instância e impôs sigilo. Outro ministro, Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que foi se meter onde não deveria ter se metido.
Agora, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para saber por que o ministro do TCU cometeu essa inconstitucionalidade contra o Banco Central e a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional. Tomara que não fique por aí. A CPMI do Banco Master pode investigar o porquê de tudo isso.
Na política exterior, Lula reagiu a uma postagem do presidente argentino, Javier Milei, e mandou retirar o Brasil da custódia da embaixada Argentina na Venezuela, que foi esvaziada pelo ditador Nicolás Maduro, em Caracas. Os brasileiros saem e entra a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que vai botar a bandeira tricolor italiana na embaixada, a pedido do Milei.
Ao mesmo tempo, enquanto acontecem essas manifestações no Irã para derrubar a ditadura teocrática dos aiatolás, a tal República Islâmica, os ministros de Relações Exteriores do Irã e do Brasil conversaram sobre o “sequestro” de Maduro.
Segundo nota do Irã, trata-se de uma cooperação próxima para enfrentar políticas unilaterais, isto é, enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Incrível. Eles dizem que a captura de Maduro foi uma clara violação à Carta da ONU.
Enquanto isso, a própria presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai para Washington conversar com Trump. Já está libertando os presos políticos, ou seja, está confessando que tinha presos políticos no país. E o Brasil vai para o lado do Irã, que está em queda.
Já são mais de 500 mortos nas manifestações no Irã. Uma imagem fabulosa mostra um, provavelmente, iraniano que subiu correndo, escalou a fachada da embaixada do Irã em Londres e substituiu a bandeira dos aiatolás pela bandeira da monarquia.
Enquanto isso, o herdeiro da coroa é uma coroa de cerca de 2.500 anos, que vem da Pérsia. mora na Virgínia, pertinho de Washington, e queria conversar com Trump. Trump disse que agora não é conveniente e que é melhor deixar que o povo decida.
Para o Brasil, mesmo as coisas mais prosaicas e claras, é hora de não se meter a se aproximar ainda mais do Irã, mas estão se aproximando. O xá Reza Pahlavi foi casado com a imperatriz Farah Diba e, anteriormente, com a princesa Soraya Esfandiary-Bakhtiari. Um monte de crianças brasileiras receberam o nome Soraya por causa da mulher do xá do Irã.
Ele morreu com 60 anos, morreu cedo no Egito. Teve uma foto dele acendendo o cigarro da Soraya. Não tem uma feminista brasileira fazendo manifestação em favor da volta dos direitos das mulheres, que na República Islâmica não têm nenhum direito, zero, e tinham todos os direitos no tempo da monarquia.