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Querem jogar nas costas de Sidônio a culpa pelo resultado ruim de Lula
Por Alexandre Garcia

Há um ditado mineiro que diz que “em casa onde falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. Isso está acontecendo na campanha de Lula. Ele mesmo confessou que acreditava na vitória no primeiro turno; foi iludido pelas pesquisas. Agora, a cúpula do PT está querendo colocar a culpa em Sidônio Palmeira, que é o marqueteiro de Lula. O sócio de Sidônio tem a conta da publicidade da campanha, e agora acham que foi feito alguma coisa de errado. Mas nós sabemos, a culpa é do próprio Lula: quanto mais ele fala, mais as pessoas ficam horrorizadas. A última foi essa história do toque em meninas.
A culpa, não é do Sidônio é do próprio Lula.
Michel Temer, que já foi vice de Dilma Rousseff, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro. Ele já está na frente, os votos dele já estão assegurados. Flávio ainda vai disputar 10 milhões de votos dos outros candidatos que ficaram para trás no primeiro turno, mais os votos de 33 milhões de pessoas que não foram votar, mais os 5 milhões a 6 milhões de pessoas que votaram em branco ou anularam. Lula terá de correr atrás. Não sei se ele ainda vai oferecer mais presentes e benesses em troca de voto. Isso é crime eleitoral, está no artigo 299 do Código Eleitoral, podem conferir: e nem é preciso dar, apenas prometer já é suficiente para ser crime.
Um sinal que veio da economia foi a disparada da bolsa de valores com a vitória de Flávio no primeiro turno: 8% em apenas um dia é muita coisa. E o dólar despencou; a moeda nacional se valorizou só com a perspectiva de Lula sair da Presidência e voltarmos a ter equilíbrio fiscal, com menos endividamento público, juros que estimulem a economia em vez de desestimular, redução do endividamento das pessoas e das empresas. O dólar caiu 4%, fechou em exatos R$ 5.
A estratégia de Lula sempre foi gastar mais, fazer a economia crescer pelo consumo, pensando que isso faz o país avançar. Não! O que gera crescimento é investimento e produtividade, criar mais riqueza com menos custo. Lula é o oposto disso, porque ele não se importa com custo.
Fundo Partidário e fundo eleitoral é dinheiro dos nossos impostos, que vai para partidos políticos, inclusive aqueles dos quais não gostamos. Isso é errado; cada partido deve ser sustentado pelos seus filiados e simpatizantes. Neste domingo, vários partidos, a maior parte de esquerda, não alcançaram a cláusula de barreira e já perderam o Fundo Partidário: Psol, Rede, PDT, Avante, Missão e Solidariedade. É muito bom gastar menos dinheiro dos nossos impostos para sustentar partido político. Quiseram fazer isso como forma de evitar que os partidos fossem sustentados por empresas, mas isso era uma opção da empresa, usando dinheiro privado, e não o dinheiro que as pessoas suam para ganhar e depois precisam entregar 30%, 35%, 40% dele para o governo.