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A Artrite Psoriásica (APs) é uma artropatia inflamatória que faz parte do grupo das espondiloartrites e que pode cursar com dano articular significativo, manifestações extra-articulares e limitações funcionais.Recentemente, a PsA experimentou uma grande revolução em seu tratamento, de maneira análoga ao que foi apresentado para a artrite reumatoide, com o surgimento de diversas moléculas biológicas e sintéticas alvo específico que melhoraram muito os resultados relacionados à doença.

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Entre eles, podem-se destacar os anti-TNF, os inibidores da IL-12/IL-23 e da IL-23, inibidores da IL-17A, inibidores da fosfodiesterase, inibidores da JAK e análogos do CTLA-4. Entre os alvos terapêuticos desejados, o estágio final utilizado com frequência é o MDA (Atividade mínima da doença, ou atividade mínima de doença). Gladman e outros. Desenvolvimento um estudo de vida real no Canadá para avaliação do atendimento do MDA em pacientes em uso de terapia avançada (que inclui os biológicos e os sintéticos alvo específicos).

Paciente com PSA em terapias avançadas

Métodos do estudo sobre terapias avançadas

Trata-se de um estudo observacional retrospectivo que avaliou dados dos registros Equipe Internacional de Pesquisa em Psoríase e Artrite (IPART) e Rhumadata, que são bases de dados de vida real que incluem pacientes com artrite psoriásica. Todos os pacientes incluídos no IPART e 78,5% dos pacientes do Rhumadata preencheram os concursos CASPAR. Apenas os dados de centros canadenses foram utilizados no presente estudo. Estima-se que cerca de 95% dos pacientes acompanhados nesses centros foram incluídos, de modo a minimizar as chances de seleção.

Foram incluídos dados de pacientes com 18 anos ou mais no momento do diagnóstico de APs, que iniciaram terapias avançadas para APs (incluindo as aulas citadas na introdução deste texto) entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019 e que tinham registros clínicos por menos de 6 meses após o início desses tratamentos. Para os pacientes que fizeram mais de uma terapia avançada, foi considerada apenas a última.

O estágio preliminar foi uma proporção de pacientes que atingiram o MDA após 6 meses do início da terapia avançada. Diversos outros estágios secundários foram analisados.

Resultados

Foram incluídos 1.596 (57% do IPART e 43% Rhumadata). A idade média foi de cerca de 50 anos e 48,8% dos pacientes fizeram sexo feminino. Os anti-TNF foram a última terapia avançada prescrita para 65% dos pacientes, seguida de 18% de anti-IL17, 7,4% de anti-IL12/IL23, 7,0% de inibidores da PDE4 e 1,4% de iJAK. Desses, 48,1% eram ingênuo de terapias avançadas e 24,9% já tinham falhado a uma terapia avançada; 26,9% eram multifalhados.

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A proporção de pacientes que não atingiram o MDA na avaliação de 6 meses foi de 69%, incluindo todas as regiões evidenciadas. Estratificando por classe, 66,5% dos pacientes com anti-TNF e 73,8% dos pacientes com anti-IL17 não atingiram o MDA. Os autores também observaram que a falha no cumprimento do MDA foi maior quanto maior o número de terapias avançadas prévias. Dos pacientes com uso prévio de 3 ou mais terapias avançadas, 80,3% não atingiram o MDA.

O atingimento de baixa atividade de doença (LDA, definido por DAPSA <14) também foi baixo: 58,8% dos pacientes não atingiram o LDA. Em algumas regiões comprovadas, mas não em todas, também foi observada uma menor chance de se atingir o LDA quanto maior o número de terapias anteriormente utilizadas.

Os dados foram muito semelhantes na análise de 12 meses.

Comentários

Com esse estudo, é possível verificar que a maioria dos pacientes com APs não atendem aos critérios para mínima ou baixa atividade da doença, mesmo com o uso de múltiplas terapias avançadas.

Esse dado é importante para que o paciente seja orientado e reforce a necessidade de novos estudos para que novas moléculas sejam continuamente desenvolvidas e aprimoradas, de modo a oferecer tratamentos mais eficazes para essa doença grave.

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Autor

Editor-chefe da Clínica Médica da PEBMED/Whitebook • Professor de Reumatologia da Universidade Federal de Juiz de Fora • Chefe do serviço de Clínica Médica do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora • Membro da Comissão de Síndrome Antifosfolípide e da Comissão de Vasculites da Sociedade Brasileira de Reumatologia

Referências bibliográficas:Ícone de seta para baixo

  • Gladman DD, Chandran V, Rosen CF, et al. Atividade residual da doença em pacientes canadenses com artrite psoriática tratados com terapias avançadas: resultados de uma análise multiregistro (UNISON-PsA). J Reumatol. 2024. DOI: 10.3899/jrheum.2023-0716.

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