Em dezembro, os conselheiros do São Paulo escolherão o presidente que irá comandar o clube pelos próximos três anos. Essa mudança no principal cargo diretivo do clube reabrirá as portas do Morumbi para Rogério Ceni.
O ex-goleiro jamais teve a condição de ídolo do clube colocada em dúvida, mas voltar a trabalhar no São Paulo é algo que ainda depende do fim da gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o atual presidente.
Quando Ceni foi demitido do São Paulo em 2017, a relação entre o técnico e Leco se desgastou a ponto de ambos não considerarem mais a possibilidade de trabalharem juntos. Com o treinador, o Tricolor foi eliminado nas três competições mata-mata que disputou (Campeonato Paulista, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil).
Esse racha se tornou uma barreira para que o ex-goleiro voltasse ao clube nos anos seguintes. No período, porém, as coisas mudaram bastante: desde então, o São Paulo teve sete treinadores, entre efetivos e interinos, enquanto Ceni constrói uma carreira promissora com bons resultados no Fortaleza – apesar da frustrante e rápida passagem pelo Cruzeiro.
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Rogério Ceni durante São Paulo x Fortaleza no Morumbi — Foto: Marcos Ribolli
O muro cairá com a eleição, quando os conselheiros Julio Casares e Roberto Natel se enfrentam pela cadeira de presidente.
Ceni é ídolo do Fortaleza, mas já indicou que ao final da temporada deve buscar outro desafio. Depois da conquista do título cearense, na semana passada, ele disse:
– Eu fico com medo é de não conseguir me despedir disso aqui com a casa cheia. Seria uma tristeza muito grande. A gente não sabe quando volta o público, mas seria a coisa mais triste para mim.
No São Paulo, o técnico Fernando Diniz se equilibra numa corda bamba há meses e não há, entre os candidatos a presidente, convicção de mantê-lo no time quando os torneios acabarem, em fevereiro.
As duas candidaturas observam Ceni a distância, afirmam jamais terem feito contato com o ex-goleiro e que isso não é debatido publicamente, mas tratam a possibilidade de convidá-lo de volta ao clube no futuro de formas diferentes.
Pessoas próximas a Casares têm convicção de que ele fará mudanças no departamento de futebol ao assumir, caso seja eleito. O gerente executivo Alexandre Pássaro e o diretor de futebol Raí deverão deixar o clube. Fernando Diniz não está nos planos para além do Brasileiro.
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Julio Casares — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
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