O tratamento conservador das fraturas de rádio distal classicamente é realizado com gesso circular bem moldado para evitar a perda de redução. Entretanto, esse tipo de imobilização é pesado e incomoda os pacientes para a realização de suas atividades diárias, além de poder contribuir para maiores lesões e lesões de pele. Recentemente, órteses de material sintético moldadas sob medida ganham popularidade por serem mais leves e levam a menor risco de fraqueza, além de melhoria estética.
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Dada a ausência de ensaios clínicos estudando tais órteses, foi publicada no último mês do Jornal da Associação Médica Americana (JAMA) um estudo com o objetivo de comparar os resultados entre pacientes com fraturas de rádio distal tratadas com as órteses moldadas e o gesso convencional por cerca de 6 semanas.

O estudo
Eram pacientes elegíveis com fratura de rádio distal aguda atendidos em hospitais chineses entre dezembro de 2021 e março de 2023, com idade entre 18 e 85 anos, especificações como AO tipo A ou B. Os critérios de exclusão foram: fratura exposta aguda ou fratura patológica ; incapacidade de alcançar redução funcional após redução fechada, doenças reumatológicas que são apontadas de terapia hormonal por> 6 meses; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares graves, diabetes ou doenças neurológicas ou psiquiátricas; infecção e ulceração.
Os pacientes foram divididos igualmente e divididos entre os 2 grupos (órtese x gesso) e a imobilização mantida por 6 semanas. Após, foram divulgados por mais 6 semanas. O estágio primário foi o Gartland-Werley (GW) pontuação de pulso em 6 semanas (onde há mais altas indicam disfunção mais grave do punho). Os estudos secundários abrangeram parâmetros radiográficos, obtidos da escala visual analógica, grau de edema e taxas de complicações.
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Um total de 110 pacientes (idade média [DP]64,1 [12,7] anos; 89 mulheres [81%]) foram inscritos no ensaio clínico e medidas completas de resultados foram obtidas para 101 pacientes (92%). A mídia das negociações GW em 6 semanas foi 15 (IQR, 13-18) para o grupo com órtese e 17 (IQR, 13-18) para o grupo gessado(diferença média, -2,0 [IC 95%, -3,4 a -0,6]; P=0,03), diminuindo uma vantagem estatisticamente significativa para o grupo das órteses.
Com 12 semanas, não houve diferenças clinicamente significativas nas pontuações GW entre os 2 grupos observados. Taxas de complicações, incluindo dor e disfunção no ombro e junta e executiva foram menos comuns no grupo ortese (dor e disfunção no cotovelo: razão de risco, 0,28 [IC 95%, 0,08-0,93]; P=0,03; decisão: razão de risco, 0,30 [IC 95%, 0,10-0,89]; P=0,02).
Conclusão
Os resultados sugerem que os pacientes com fraturas do rádio distal tratados com órteses tiveram melhores resultados funcionais e menos complicações em 6 semanas em comparação com aqueles que receberam gesso, sem diferença na semana 12. Portanto, é importante levar em conta o uso da tecnologia na confecção de ações imobilizadas para essa patologia futuramente.
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Autor
Médico pela UERJ ⦁ Ortopedia e Cirurgia da Mão pelo INTO ⦁ Mestrando em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético (INTO)
- Ma H, Ruan B, Li J, Zhang J, Wu C, Tian H, Zhao Y, Feng D, Yan W, Xi X. Talas otimizadas para topologia versus moldes para fraturas do rádio distal: um ensaio clínico randomizado. Rede JAMA aberta. 5 de fevereiro de 2024;7(2):e2354359. DOI:
- :~:text=ConclusõeseRelevânciaResultadosof,nodifferenceatweek12.” target=”_blank” rel=”noopener”>10.1001/jamanetworkopen.2023.54359.