Segundo informações do portal UOL, o indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar uma das cadeiras no Superior Tribunal de Justiça, o novo ministro do STF, Kassio Nunes Marques, informou em seu currículo de 2010 que foi ”mestre” da Maçonaria.
Em princípio, o grau é visto como elevado dentro da organização. Tal informação está descrita no currículo que Marques entregou para o Departamento de RH do Ministério da Justiça em abril de 2010. No geral, pouco se sabe sobre a maçonaria por ser uma organização secreta e restrita a um pequeno grupo de homens, grande maioria com grande poder aquisitivo.
Para fazer parte deste grupo o integrante tem que ser aceito pelos demais membros.
Existem registros que no passado, os maçons eram mais atuantes na política brasileira, mas acabaram perdendo força a partir da década de 30. Hoje alguns grupos da Maçonaria se definem mais como “instituição essencialmente filosófica, filantrópica, como intuito de unir a sociedade entre si, conforme declara em sua página da internet o grupo maçom denominado de GOB (Grande Oriente do Brasil).
Ainda segundo informações do portal UOL, a maçonaria rejeita o rótulo de entidade religiosa, mas afirma reconhecer a existência de um criador supremo denominado de Grande Arquiteto do Universo. Além disso, para ser aceito pelos demais membros do grupo, o interessado deve acreditar em Deus acima de qualquer coisa.
Ministro do STF Kassio Marques é maçon desde 1999
Na última sexta-feira (30), a reportagem do portal UOL indagou a assessoria de imprensa do novo ministro, questionando sobre o fato de qual posição ele ocupa hoje dentro do grupo. Em resposta, a assessoria de Kassio Marques respondeu que ele foi membro do grupo de maçons entre os anos de 1999 a 2002 e que atualmente ele está sem atividade na Maçonaria.
O UOL também questionou se Marques deixou a organização de lado para se dedicar ao cargo que ocupa, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria. O novo ministro do STF foi aprovado no último dia (21) de outubro em uma sabatina no Senado Federal, na ocasião ele recebeu 57 votos a favor 10 contra e uma abstenção.
Geralmente os maçons não costumam divulgar informações sobre seus membros, por conta disso não é possível afirmar se mais algum magistrado do STF também faz parte da Maçonaria no Brasil. De acordo com informações, dos historiadores do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, descobriu-se que no passado, o ministro Antônio Joaquim de Macedo Soares foi grão mestre do GOB.
Mestres maçons saúdam a escolha do ministro no STF
Após ser indicado por Bolsonaro como novo ministro do STF para vaga deixada por Celso de Mello, a ”Academia Piauiense de Mestres Maçons”, e o grupo ”180 Graus”, parabenizaram Kassio Marques pela escolha com as seguintes palavras: ” O poder judiciário engrandece com a sua indicação”.
No dia 30 de setembro, em entrevista para site de notícias do Yahoo, o senador Elmano Férrer (Progressistas-PI) disse que a indicação de Marques ao STF era uma vista como uma surpresa agradável.
Na ocasião, o senador referiu-se ao Kassio Marques como um irmão da maçonaria. Em 2011, quando era prefeito de Teresina (PI) Férrer informou ser membro do grupo maçom ”180 Graus” há 38 anos. Após as declarações do senador, a reportagem do UOL tentou entrar em contato com a assessoria de Elmano, mas não obteve respostas.
Ministro do STF foi dono de lotérica no passado
Ainda de acordo com as informações apresentadas no currículo de Kassio Marques, destaca-se o registro de que ele atuava como empresário lotérico da Caixa Econômica Federal entre os anos de 1990/2000 e integrante da Fenal (Federação Nacional dos Agentes Lotéricos), no estado do Piauí.
Questionado sobre o assunto, Marques confirmou as informações, entretanto ele optou em sair do ramo por conta da insegurança. Mesmo que na época seu estabelecimento nunca tenha sofrido um assalto, o ministro optou em se dedicar na carreira jurídica.
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