O professor de Ciências Médicas da PUC-SP, especialista em neurociência à saúde, foi o entrevistado da Live JR nesta sexta-feira (30)
A meditação ou oração – que levam a atenção para dentro de si e para o presente – são fundamentais para enfrentar as dificuldades impostas pela pandemia, como o isolamento social, segundo o professor de Ciências Médicas da PUC-SP, Nelson Bressan, especialista em neurociência à saúde, entrevistado na Live JR desta sexta-feira (30).
“A meditação faz com que o corpo libere menos hormônios do estresse, te faz caminhar para dentro e para o presente, aliviando as tensões”, afirmou. “É o melhor treino de atenção que a gente tem na vida. Você passa a ouvir com todos os sentidos”, acrescentou.
Ele explicou que o medo é preocupante quando é paralisante. “O medo é um elemento do desconhecido. É preciso que se enfrente seus medos. O erro é processado no cerebelo e impede que se repita algo que se fez de errado. Então, não é preciso ter medo, mas ter prudência, que são coisas diferentes”.
Bressan ressaltou como o isolamento social está afetando o cérebro. “O isolamento está fazendo com que as pessoas percam o que há de mais importante que é o contato com as pessoas, a empatia. Enxergar o que o outro tem. Com o isolamento, a linguagem não verbal desaparece. Faz com que você fique isolado do ponto de vista neurológico. Isso é um dos motivos pelos quais uma pessoa se deprime”, afirma.
“As pessoas iam nas praças e viam os amigos, conversavam sobre algo que viram. Tudo isso alimenta seu cérebro”, complementa.
Ele explica que o hipocampo faz a seleção dos fatos que virão à tona nos sonhos e por que muitas pessoas estão tendo pesadelos na pandemia. “O hipocampo seleciona as melhores coisas do dia. Mas as se elas são completamente iguais, a gente só presta atenção no que é diferente e na pandemia são as coisas negativas”, diz.
“Uma das coisas mais importantes da memória é ser capaz de esquecer”, finaliza.