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Mais de 1,5 mil médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior deram início ao primeiro módulo de Acolhimento e avaliação do programa Mais Médicos. De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais devem reforçar o atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) em 624 municípios e 15 distritos sanitários indígenas em todo o território brasileiro.

“Nesta edição, o módulo será realizado simultaneamente em Brasília e Belo Horizonte. A etapa, presencial e obrigatória para o início das atividades em saúde, incluirá os profissionais selecionados no edital regular e coparticipação, além dos direcionados para a saúde prisional, indígena e equipes do Consultório na Rua”, informou a pasta, por meio de nota.

Mais Médicos

Etapas

O módulo conta com a participação de 1.515 médicos brasileiros com diploma estrangeiro e 82 médicos estrangeiros, que, após a conclusão da etapa, serão somados aos médicos já em atividade. Até o ano passado, o Mais Médicos tinha preenchido 28,2 mil vagas em 82% do território nacional, beneficiando 86 milhões de brasileiros com atendimento.

Leia mais: Mais Médicos bate recorde de profissionais em atuação, com mais de 28 mil médicos

“Outro avanço importante do programa foi ter alcançado 100% dos 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEIs), representando uma melhoria significativa diante da carência de assistência enfrentada por essa população nos últimos anos”, destacou o ministério.

O módulo de acolhimento e avaliação é realizado em colaboração com o Ministério da Educação. Os profissionais passam por 160 horas de aulas de legislação, funções e operação do SUS, atividades relacionadas à atenção primária, protocolos clínicos definidos pelo ministério e pelo Código de Ética Médica, além de protocolos e diretrizes específicas do estado e município onde atuarão.

Pioneiro

Pela primeira vez, neste ano, o programa abriu processo seletivo direcionado ao atendimento de situação em situação de vulnerabilidade, como pessoas privadas de liberdade ou em situação de rua. Também serão oferecidas formações específicas para médicos intercambistas que lidam diretamente com grupos ou populações que exigem habilidades específicas.

“Agora, módulos e aulas específicas irão preparar os profissionais para lidar com situações envolvendo violência, uso abusivo de álcool e outras drogas, infecção sexualmente transmissível (IST), saúde mental e outras áreas temáticas”, detalhou o ministério.

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Autor

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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