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A Justiça da Austrália concedeu, nesta quinta-feira (29), a extradição para o Chile de Adriana Rivas, ex-agente da ditadura chilena. Rivas é acusada de participar do sequestro, tortura e desaparecimento de sete pessoas na década de 1970, durante o governo do general Augusto Pinochet.

Rivas fazia parte da polícia política do regime ditatorial chileno entre 1974 e 1978, a Dina (Direção de Inteligência Nacional). Ela foi secretária do ex-comandante da polícia política da ditadura de Pinochet, o falecido Manuel Contreras. Ela é acusada de ter participado da chamada Brigada Lautaro, organização que, de acordo com as investigações, tinha como missão desmantelar a cúpula do Partido Comunista do país andino. A ex-agente ficou conhecida como uma das principais torturadoras da unidade, embora ela negue as acusações.

Um dos casos em que Rivas é acusada é o sequestro de Víctor Díaz, que fora subsecretario do Partido Comunista. Os outros desaparecimentos de que é acusada são os de Fernando Navarro, Lincoyán Berríos, Horacio Cepeda, Juan Fernando Ortíz, Héctor Veliz e Reinalda Pereira. Esta última estava grávida de seu primeiro filho quando foi detida.

Adriana Rivas estava radica na Austrália desde 1978. Em fevereiro de 2019, ela foi presa e, desde então, ficou detida em uma penitenciária daquele país.

O Partido Comunista do Chile celebrou a notícia da extradição em sua conta no Twitter.

La justicia australiana declaró admisible la solicitud de extradición de Adriana Rivas: agente de la DINA y criminal de lesa humanidad, coautora del secuestro y desaparición de militantes comunistas.

Las víctimas y sus familiares tienen derecho a justicia. ¡Extradición ahora! pic.twitter.com/hBZLe0SKXw

— Partido Comunista de Chile (@PCdeChile) October 29, 2020

Com informações da Telesur

Fabíola Salani

Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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