Rubio nega atrito com o Brasil
Por Alexandre Garcia
O governo americano negou através do secretário de Estado, Marco Rubio, que foi perguntado e disse: “Não, a gente não fez nenhum esquema, nós não participamos da saída de Flávio do Brasil”.
É para evitar problemas diplomáticos com o Brasil, assim como o Brasil quer evitar problemas diplomáticos com a Argentina por causa disso. Vai ter um encontro do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, com Marco Rubio, em breve.
Então, Rubio nega, mas o governo americano deu asilo, esperou com visto normal. Flávio Bolsonaro (PL) disse que a família já tinha visto, vai ter a permanência nos EUA, a residência.
Então, o Flávio explicou que decidiu na hora que o pai dele viu a intimação sobre entrega de passaporte e a decisão de que não poderia sair do país, o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse: “Olha, já começou? Começou a perseguição”. E o Flávio disse: “Então, eu já sei o que fazer”. Foi assim.
Agora uma mensagem muito, muito sóbria, sábia da Michelle Bolsonaro (PL-DF) em nome de Jair Bolsonaro. Ela fala como uma porta-voz. Ela disse:
” Jair, se entristece quando vê notícias falsas atribuindo a ele manifestações mentirosas que pregam a divisão, apontam injustamente supostos culpados e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados. Ele sente respeito, carinho e gratidão por essas pessoas.”
É uma mensagem para o chamado público interno, que está se digladiando tal como o PT fez no primeiro turno com a derrota. Começam a procurar culpados.
Bom, vamos ao governo Lula. Olha só que interessante, uma declaração do ministro Guilherme Boulos (Psol-SP): “O tesouraço foi derrotado nas urnas. A agenda econômica é de quem ganhou”.
Aí vem o José Guimarães (PT-CE), que sempre esteve em lideranças do governo, e diz: “O ajuste fiscal não está nas prioridades”. A escolha foi, portanto, de 64 milhões de brasileiros. Pena que as consequências serão pagas também por outros 60 milhões de brasileiros, que ficam sem ajuste fiscal, sem conter a dívida, sem conter os juros. É uma escolha que atinge todo mundo.
Lula nunca prometeu resolver o problema econômico, nunca prometeu. Não está sequer descumprindo promessa de campanha. O que ele prometeu no atual mandato e vai ter que prometer ao ser empossado no Congresso é defender a Constituição.
Isso ele não cumpriu, porque a Constituição foi atacada, rasgada, desrespeitada muitas vezes e o presidente não abriu a boca, mas ele jurou defender a Constituição. Em um país sério, isso seria motivo para uma discussão moral sobre um juramento não cumprido.
Existe até um crime de falso testemunho. Isso é muito grave. Fazer um juramento solene, diante da Constituição, ISSO não se faz diante da Bíblia e diante do Congresso Nacional, dos representantes do povo e dos estados, e, depois, não cumprir. Ele vai ter que jurar de novo defender a Constituição.