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STF se recusa a dizer quem estava com telefone
Por Alexandre Garcia

No dia da primeira prisão de Daniel Vorcaro, ele mandou mensagens para um telefone do Supremo – é certo que o número era do STF, isso já foi esclarecido pela CPMI do INSS. E quem estava com aquele telefone do Supremo respondeu com um formato de mensagem típico de quem precisa esconder algo: mensagens de visualização única, que se apagam depois de serem lidas. Vorcaro perguntou se o dono do outro telefone “conseguiu bloquear”. O banqueiro ligou para esse número do STF desde cedo, quando soube pelo serviço de espionagem digital dele que seria preso. Passou o dia inteiro ligando, esperando que alguém bloqueasse sei lá o quê, e depois pegaria o jatinho para o Oriente Médio.
O presidente da CPMI fez um ofício, datado de 19 de março, para Desdêmona Arruda, diretora-geral do Supremo, perguntando quem está com esse telefone funcional do Supremo. O prazo dado pela CPMI já terminou, mas até agora não se tem notícia da resposta. Talvez ela tenha respondido e a informação está mantida em sigilo absoluto. No artigo 2.º da Constituição é o Legislativo que aparece como o mais importante dos três poderes, enquanto o Supremo vem em terceiro, porque não tem voto. É o Legislativo que representa o povo, e o povo é a origem do poder.
Vocês se lembram do ministro do STJ Marco Buzzi, afastado depois de uma denúncia de assédio contra uma moça de 18 anos, no mar, em Balneário Camboriú. O Estadão publicou que o escritório da mulher dele, a advogada Katcha Buzzi, é reincidente em “movimentações atípicas” segundo o Coaf. A movimentação média normal do escritório, ela diz que já se desligou, mas a movimentação é de 2024 era de R$ 58 mil por mês, mas em dezembro de 2024 foi de R$ 2,625 milhões. É mais um caso que nos faz pensar que essas tais “movimentações atípicas” (que eufemismo!) estão bem espalhadas no Judiciário.
Quem também tem movimentação bancária estranha é Paulo Henrique Costa, que era o presidente do BRB quando o banco estatal do Distrito Federal iria comprar o Master. O governador Ibaneis Rocha mobilizou toda a bancada governista e conseguiu aprovar a compra, mas agora diz que a culpa da situação atual do BRB é da oposição; é claro que a oposição não tem nada com isso, ela estava contra a compra, mas vale tudo para tentar enganar as pessoas.
Agora ficamos sabendo que o então presidente do BRB, nomeado pelo governador, tinha tomado empréstimos pessoais no próprio banco que ele presidia, e está devendo R$ 1,78 milhão. Se fosse um banqueiro privado, dono do banco, ele poderia pegar dinheiro do seu banco e ninguém teria nada com isso. Mas o Banco de Brasília não é do seu presidente, embora ele tenha agido como se fosse o dono. Ele que tomasse dinheiro na Caixa Econômica Federal, ou em outra instituição; o único banco onde ele não poderia pegar dinheiro é o que ele está presidindo. É um banco público, e o presidente do banco é servidor do público.
Uma família no Paraná foi condenada a pagar uma multa de meio milhão de reais por não ter vacinado os filhos contra a Covid. Vai passar fome se tiver de pagar isso tudo; já entraram na casa deles procurando bens para penhorar. O casal tem dois filhos, de 10 e 12 anos, que não tomaram aquela injeção que supostamente serve para evitar Covid, mas não evita o contágio e ainda tem efeitos colaterais graves, como está avisado na bula da Pfizer. Os pais preocupados devem ter lido a bula e pensado “não, meu filho não vai tomar”. E foram multados em R$ 300 por dia, mas, como a tal recusa vem de longe isso, a multa já está em R$ 500 mil. O Brasil é o único país do mundo que faz isso.
Lula batizou o primeiro caça Gripen produzido no Brasil. “Gripen” é grifo, são aquelas aves de rapina que estão, por exemplo, na Notre Dame de Paris. A negociação com a sueca Saab é para 36 caças, e 15 deles serão feitos aqui, em uma joint venture entre Saab e Embraer para fabricar esses aviões em Gavião Peixoto. O primeiro ficou pronto, Lula foi batizá-lo e também teve a chance de ver um carro voador feito no Brasil pela Embraer. Tem dez motores elétricos: oito para manter o veículo sustentado no ar, e dois para fazer a propulsão, ou a tração. E já tem muitas encomendas
A subsidiária da Embraer que está fazendo esse veículo voador é a Eve Air Mobility. Tem nome estrangeiro para atingir o mundo todo. A Embraer, inclusive, botou um X no fim do nome da sua divisão de inovação: ficou EmbraerX, como já se quis fazer com a Petrobras, transformando em Petrobrax, mas não deu certo. Só para sabermos que Portugal apenas mandou Cabral para chantar os marcos, para dizer “isso aqui é nosso, já descobrimos isso há muito tempo, está lá registrado no mapa”.