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A Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) é uma deformidade tridimensional da coluna de etiologia incerta com prevalência de cerca de 3% com 10% desses desenvolvendo uma forma agressiva da doença. A imobilização noturna com cinta e Exercícios Específicos para Escoliose (EEE) são formas de tratamento para tentar evitar a evolução da doença, porém são escassos os trabalhos planejados que demonstram o benefício.

Foi publicado no último mês no Jornal da Associação Médica Americana (JAMA) um estudo com o objetivo de determinar se a atividade física combinada com cinta noturna ou exercícios específicos para escoliose foi superior a um controle de atividade física isolada (AF) em prevenir a progressão do ângulo de Cobb na Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) ) de grau moderado.

Escola Idiopática do Adolescente (EIA)

O estudo

O estudo foi conduzido em 6 hospitais públicos suecos e foram incluídos adolescentes entre 9 e 17 anos com pelo menos mais um ano restante de crescimento e não menos de 1 ano após menarca em meninas. O ângulo de Cobb primário deveria variar entre 25 e 40 graus com ápice em T7 ou caudal. Os pacientes foram igualmente divididos em 3 grupos sendo o primeiro de mínimo de 60 minutos diários de atividade física, o segundo tendo atividade física acrescida de EEE e a terceira atividade física com uso do brace de Boston pelo período noturno de 8 horas.

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Foram coletados dados radiográficos, antropométricos, ângulo de rotação do tronco e dados relatados pelo paciente no início do estudo e com. seguir de 6 meses. O estágio primário foi progressão da curva de 6° ou menos por maturidade esquelética (sucesso do tratamento) ou progressão da curva de mais de 6° visto em 2 radiografias póstero-anteriores consecutivas em comparação com a radiografia inicial (falha do tratamento).

O estudo incluiu 135 pacientes (45 em cada um dos 3 grupos) com média (DP)idade de 12,7 (1,4) anos; 111 (82%) eram mulheres. O sucesso do tratamento foi oferecido em 34 dos 45 pacientes (76%) no grupo de brace noturno e em 24 dos 45 pacientes (53%) no grupo de apenas atividade física (razão de probabilidade [OR], 2,7; CI 95%, 1,1-6,6). O número necessário para tratar para evitar a progressão da curva com a cinta foi de 4,5 (IC95%, 2,4-33,5).

O sucesso do tratamento ocorreu em 26 dos 45 pacientes (58%) no grupo EEE (OR para SE vs PA, 1,2; IC 95%, 0,5-2,8). Até 2 anos após o estágio primário, 9 pacientes em cada um dos 3 grupos passaram por uma cirurgia.

Conclusão

No estudo, o tratamento com a cinta noturna preveniu a progressão da curva de mais de 6° em uma extensão significativamente maior que em outros grupos. Além disso, permitir uma transição para órtese em tempo integral após uma falha do tratamento comprovado em resultados cirúrgicos semelhantes, frequências independentes do tratamento inicial. Estes resultados sugerem que a cinta noturna pode ser uma intervenção alternativa em pacientes que rejeitam órteses em tempo integral.

Leia ainda: Tratamento cirúrgico da escoliose: quais são as considerações anestésicas?

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Autor

Médico pela UERJ ⦁ Ortopedia e Cirurgia da Mão pelo INTO ⦁ Mestrando em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético (INTO)

Referências bibliográficas:Ícone de seta para baixo

  • Charalampidis A, Diarbakerli E, Dufvenberg M, Jalalpour K, Ohlin A, Ahl AA, Möller H, Abbott A, Gerdhem P; Grupo de Estudos CONTRAIS.

Órtese ou exercício noturno na escoliose idiopática do adolescente de grau moderado: um ensaio clínico randomizado. Rede JAMA aberta. 2 de janeiro de 2024;7(1):e2352492. DOI: 10.1001/jamannetworkopen.2023.52492.

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