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Vôlei de Blumenau busca posição histórica na Superliga Masculina

Há dois anos Blumenau tornou-se sinônimo de vôlei em Santa Catarina. A terceira maior cidade catarinense tem o único time que representa o Estado na elite nacional do vôlei masculino. No ano passado, a pandemia de coronavírus forçou o encerramento da competição antes do término da 1ª fase. Na oportunidade, a Apan/Blumenau ocupava a 7ª…

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Vôlei de Blumenau busca posição histórica na Superliga Masculina

Há dois anos Blumenau tornou-se sinônimo de vôlei em Santa Catarina. A terceira maior cidade catarinense tem o único time que representa o Estado na elite nacional do vôlei masculino. No ano passado, a pandemia de coronavírus forçou o encerramento da competição antes do término da 1ª fase. Na oportunidade, a Apan/Blumenau ocupava a 7ª posição, a melhor classificação até então.

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Nesta temporada, com todo o protocolo para evitar a disseminação da Covid-19, as 12 melhores equipes da modalidade no país voltaram às quadras em novembro para a edição 2020/2021 da Superliga Masculina de vôlei. O time comandado por André Donegá faz uma campanha para entrar para a história do clube.

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Com 30 pontos, contabilizando 10 vitórias e 11 derrotas em 21 partidas, a equipe de Blumenau ocupa a 5ª colocação na classificação. E pode consolidar essa posição neste sábado, dia 6, quando disputa a última rodada da 1ª fase. Recebe o lanterna Pacaembu/Ribeirão Preto-SP, às 20h, no Ginásio Sebastião Cruz, o Galegão. Sem público, por causa da pandemia.

O clube estreou na Superliga em 1998 e disputa a competição pela nona vez, sob o nome de Associação Professor Artur Novaes (Apan), homenagem ao fundador e maior incentivador. O técnico André Donegá integra o projeto desde o início da caminhada na elite nacional e reconhece a importância de cada passo até aqui:

— Só chegamos até aqui porque fomos persistentes todos esses anos no vôlei de Blumenau. Era um sonho do professor Arthur (Novaes), que a gente deu continuidade. A direção, os parceiros, todo mundo. Essa campanha é resultado da insistência, de momentos bons e ruins que vivemos.

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Donegá lembra que o grupo teve um ano difícil, marcado por incertezas. Primeiro, em função da pandemia, que há um ano mudou a vida de todos nós. E depois, a série de viagens e jogos longe de casa.

— Ficamos 20 dias viajando e jogando. Muitos jogos, um atrás do outro. Técnica e fisicamente a gente não estava na melhor condição. Isso fez com que o time se unisse ainda mais para chegar a este momento – recorda o treinador.

No 1º turno da competição, dos 11 jogos que a equipe disputou, nove deles foram longe de Blumenau, sendo oito duelos seguidos fora de casa. Nesta sequência, os blumenauenses conquistaram quatro vitórias. No 2º turno, a chave virou. Foi a vez de a equipe receber os adversários. Jogando no Galegão, mesmo sem o calor da apaixonada torcida, o time mostrou a força que tem em casa: venceu seis das oito partidas que disputou. E nesta sequência está a vitória sobre o Minas Tênis Clube, por 3 sets a 0, no último dia 25.

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— A vitória contra o Minas não foi um acaso. Estamos técnica e fisicamente no nosso melhor momento. Nosso objetivo era se firmar entre as seis melhores equipes do país. Ainda precisamos de um ponto para isso, e vamos buscá-lo – diz Donegá.

Time dividido por dois sentimentos

Antes de pensar nos playoffs, a equipe de Blumenau foca no duelo contra o Ribeirão Preto-SP, sábado, no Galegão.

— Temos um acordo no grupo, de pensar jogo a jogo. O próximo jogo é sempre o mais importante da competição. Isso ajuda na dificuldade e coloca os pés no chão nos momentos bons – aponta o comandante.

Com a pandemia, as partidas não têm a presença de público, para evitar aglomerações e, consequentemente, a proliferação do vírus. Donegá confessa que isso tem dividido os sentimentos do grupo.

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— A gente sabe da importância de não ter aglomeração, mas ao mesmo tempo a sensação é de frustração. O esporte é feito ara o público. A força do torcedor para os atletas é fundamental. O contato aumentou muito pelas mídias sociais, mas o calor do torcedor é inigualável. Na próxima temporada, espero que estejamos todos vacinados e que, não só no vôlei, mas a sociedade como um todo consiga voltar à vida ao normal – estima o treinador da equipe catarinense.

A COMPETIÇÃO

As 12 equipes se enfrentam em jogos de ida e volta. As oito melhores colocadas na 1ª fase avançam às quartas de final, que terão cruzamento olímpico: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º.

Os duelos serão em sistema playoff, em melhor de três jogos. O terceiro jogo, se necessário, será na casa do time melhor classificado na fase inicial. Quem vencer dois jogos, avança de fase. O sistema se repete nas semifinais e também na decisão.

Neste momento, o adversário de Blumenau nas quartas de final seria o Minas Tênis Clube-MG, 4º colocado. 

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