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Política

Conta mais cara: o impacto da bandeira vermelha da Aneel na inflação e nas ações de elétricas

SÃO PAULO – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu ontem retomar o sistema de bandeiras tarifárias, colocando bandeira vermelha Patamar 2 nas contas de luz, levando a um aumento no custo da energia, que impacta todos os setores da economia, pois encarece tanto as despesas das empresas como das famílias.Vale lembrar que o…

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Conta mais cara: o impacto da bandeira vermelha da Aneel na inflação e nas ações de elétricas

SÃO PAULO – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu ontem retomar o sistema de bandeiras tarifárias, colocando bandeira vermelha Patamar 2 nas contas de luz, levando a um aumento no custo da energia, que impacta todos os setores da economia, pois encarece tanto as despesas das empresas como das famílias.

Vale lembrar que o sistema de bandeiras tarifárias estava suspenso desde maio para aliviar a capacidade dos consumidores de pagarem pela energia elétrica diante das medidas de isolamento social tomadas para conter a proliferação do coronavírus.

“Com a decisão de ontem à noite, a bandeira vermelha Patamar 2 estabelecerá a cobrança de R$ 6,24 para cada 100 kWh a partir de amanhã e até a próxima decisão de bandeira tarifária, que ocorrerá no final de dezembro”, explicaram os economistas do Itaú BBA em relatório.

Segundo Lisandra Barbeiro, analista da XP Investimentos, o efeito da bandeira vermelha no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial de inflação no Brasil, será um aumento de 45 pontos-base, ou 0,45 ponto percentual.

Assim, o IPCA no acumulado de 2020 atingiria 4,3%, acima dos 3,9% previstos anteriormente pelos economistas da corretora.

Já para 2021, a antecipação da cobrança defasada por conta da pandemia traria um efeito positivo de 30 pontos-base ou 0,3 ponto percentual. Deste modo, a inflação no ano que vem, pelas projeções da XP, cairia de 3,8% para 3,5%.

Na mesma linha, a equipe de análise do Itaú BBA revisou sua projeção para praticamente os mesmos valores por conta do reajuste nas bandeiras tarifárias.

“Essa mudança trará pressão relevante para a inflação de curto prazo. Há, no entanto, alguns elementos que podem ofuscar a queda prevista para 2021, como um provável aumento nos valores de planos de saúde, motivo porque esperamos um IPCA de 4,3% em 2020 e de 3,1% para 2021.”

A ASA Investments também elevou suas projeções em relação ao IPCA para 4,4% em 2020 e para 3,2% em 2021. Todavia, a equipe de análise do grupo não acredita que choques na inflação de curto prazo tenham muita relevância para as decisões de política monetária do Banco Central.

“Nossa expectativa é de arrefecimento dos choques verificados em 2020 no caso dos alimentos e, em menor escala, sobre os bens industrializados. Com relação à próxima reunião de política monetária, projetamos que o BC ainda irá observar projeções de inflação abaixo do centro da meta em seu cenário base em 2021 (3,2% frente a uma meta de 3,75%) e em 2022 (3,3%, ano para o qual a meta é 3,5%)”, entendem os economistas da ASA.

Como consequência, mesmo que a inflação tenha um avanço maior que o esperado para 2020, o BC continuaria a defender uma Selic mais baixa por um período prolongado. “Mantemos nossa expectativa de que, dado o nível elevado de ociosidade presente na economia, o próximo ciclo de alta de juros deve acontecer apenas a partir de meados de 2022”, conclui a ASA.

Ações impactadas

A equipe de análise do Credit Suisse lembra que a decisão da Aneel foi tomada porque o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) espera que a demanda por energia cresça 4% para dezembro e publicou estimativas de que, por causa dessa demanda maior, os reservatórios podem cair para 15% na região Sudeste ate o final do mês.

Desse modo, o chamado GSF (Generation Scaling Factor), que mede o risco hidrológico para a geração de energia hidrelétrica, chegaria a 0,7 no quarto trimestre de 2020, o que representa um déficit de 30%.

Um GSF tão elevado, avaliam os analistas Carolina Carneiro e Rafael Nagano, do Credit Suisse, pressionaria as companhias envolvidas na geração de energia hidrelétrica como AES Tietê (TIET11), Cesp (CESP6) e Engie (EGIE3).

O banco alerta ainda que as chuvas são concentradas geralmente de janeiro a março, e portanto, seria necessário observar se a pluviosidade melhora durante o verão. O problema é que o fenômeno natural La Niña está confirmado este ano e costuma resultar em tempo mais seco para a porção sul da América Latina.

Por outro lado, para as distribuidoras seria levemente positivo nesse cenário que recursos já tenham sido antecipados para cobrir a potencial pressão de caixa vinda de maior geração térmica. “E isso implica que parte da potencial pressão tarifária para 2021 poderia ser compensada por essa antecipação”, completa o Credit. Dentre algumas distribuidoras com capital aberto na B3, estão Energisa (ENGI11), Equatorial (EQTL3), Light (LIGT3), CPFL (CPFE3), Energias do Brasil (ENBR3), Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6), entre outras.

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