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Política

Bolsonaro não é mais o mesmo de 2018, afirma cientista político a BBC

Segundo a análise do cientista político Sérgio Abranches, em conversa com a BBC Brasil, a derrota nas urnas por parte dos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstra que o fôlego de Bolsonaro ficou ainda mais fraco para uma possível reeleição em 2022.Para Abranches, as eleições municipais transmitiram a sensação ao Governo de…

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Bolsonaro não é mais o mesmo de 2018, afirma cientista político a BBC

 

Segundo a análise do cientista político Sérgio Abranches, em conversa com a BBC Brasil, a derrota nas urnas por parte dos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstra que o fôlego de Bolsonaro ficou ainda mais fraco para uma possível reeleição em 2022.

Para Abranches, as eleições municipais transmitiram a sensação ao Governo de brasileiro de que os eleitores estão querendo políticos mais estáveis, mais responsáveis e com experiência em governança que respeitam as orientações de saúde referentes à nova pandemia do coronavírus. Vale ressaltar que em 2021 a luta contra a Covid-19 e a grave crise econômica enfrentada pelo Brasil continuarão.

Bolsonaro é um político que aposta na polarização

Segundo Abranches, ele descreve Bolsonaro como um dos políticos formadores de opinião que aposta na polarização ao concentrar sua atenção apenas em um mesmo tema ou indivíduo.

Por conta disso, vem aumentando sua rejeição por parte dos eleitores. Outro fato que vem colaborando para queda na popularidade de Bolsonaro é a forma que ele vem tratando a pandemia do coronavírus.

O resultado das eleições municipais em Forteleza, no Ceará, demonstrou que a cidade reuniu uma frente contrária ao candidato bolsonarista, Capitão Wagner, do PROS, que ficou de fora, inclusive, da disputa do segundo turno.

A eleição na capital Alencarina ficou marcada com a união de partidos como Ciro Gomes (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB), que se uniram para apoiar a candidatura de José Sarto (PDT,) que também recebeu apoio do PT.

De forma pessoal, o cientista político citou também a derrota significativa do PT nas predileções municipais de 2020 e ressaltou a elevação do PSOL com Guilherme Boulos de candidato a prefeito em São Paulo, que mesmo perdendo a eleição para Bruno Covas (PSDB), ainda assim, na derrota, saiu-se muito bem no pleito, tirando o candidato de Celso Russomano (PROS), apoiado por Bolsonaro, da disputa.

Bolsonaro em 2022 tende a não reproduzir o que fez em 2018

Outro aspecto importante citado por Abrange é em relação ao governo Bolsonaro, destacando que o atual presidente da República já não é mais o mesmo de 2018. O cientista político também destaca que ao lado de Bolsonaro apenas o PT e seus apoiadores foram os maiores derrotadas destas eleições municipais.

Segundo Abrange, a rejeição ao governo Bolsonaro cresceu muito em todos os estados, vale ressaltar que os candidatos apoiados publicamente pelo presidente da República sofreram derrotas significativas em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo.

Pelo lado do PT, Abranges cita que partido dos trabalhadores vem sofrendo grande rejeição por parte dos eleitores. Ao ressaltar o resultado pífio do candidato petista Jilmar Tatto, que recebeu apenas 9% das intenções de voto, sendo um dos candidatos menos votados na capital paulista.

Rejeição ao Bolsonaro associada ao coronavírus

Ao ser questionado sobre o fraco desempenho dos candidatos a prefeito e vereadores apoiados por Bolsonaro, Abranges explica que os eleitores deixaram o seu recado nas urnas ao governo brasileiro.

Vale ressaltar que a maioria dos eleitores não vem aprovando a maneira como o atual presidente da República está conduzindo o Brasil.

O cientista político acredita que a eleição presidencial de 2022 deverá ser atípica, muito marcada pela pandemia e pela crise econômica que o pais enfrenta. E, no momento, Abranges não vê o atual presidente fazendo nada por merecer a reeleição, ao citar que Bolsonaro está sem partido e não possui boa política externa. Outro ponto forte que pode pesar contra Bolsonaro é que candidatos com discursos agressivos apoiados pelo presidente acabaram tendo derrotas expressivas nas urnas.

 

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