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Opinião Jogo Aberto – 16 de Março de 2020

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Crise e oportunidade.

Diante de números crescentes de infectados e mortos pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, abriu-se para o Brasil uma nova grave crise, que leva pânico à nação e se mistura com as também graves dificuldades de natureza social, política, econômica, ética, cívica e moral herdadas dos governos petistas.

E a população tinha conhecimento disso por meio do que via a cada dia, pelos meios de comunicação, ao focalizar a desumana assistência médica oferecida pelos hospitais públicos Brasil afora à maior parte dos necessitados, carentes, deitados no chão dos corredores ou em macas improvisadas, aguardando, horas e horas, por algum atendimento médico que lhes mitigasse as dores, enquanto vivos.

Pior, ou igual, via-se, e ainda se vê, o que ocorre nos chamados postos de saúde, principalmente nos municípios do interior, com carência de médicos, de remédios e de exames, estes conseguidos a duras penas, mediante guias válidas para dias ou meses adiante, sem considerar a urgência das necessidades do paciente. Não há qualquer fiscalização, com grandes filas, desde as quatro horas da madrugada, para recebimento de senhas, pois a maioria dos médicos chega atrasada e atende somente por algumas poucas horas.

Não resta dúvida de que há imenso esforço realizado pelo governo Bolsonaro e por seu ministro da Saúde, que se mostra excelente, em melhorar o atendimento à saúde, muito embora as dificuldades financeiras existentes. Entretanto, os resultados cruéis provocados pelo coronavírus em outros países desenvolvidos – não só em matéria de saúde, mas em termos sociais e econômico-financeiros, como na China, na Itália e, agora, em toda a Europa – e a baixa confiabilidade no SUS provocam, sem surpresa, o pânico que envolve a maioria dos brasileiros. Há que se ressaltar, aqui, a falta de médicos, de remédios eficientes e de exames, a falta de leitos de UTI e de equipamentos especiais nos hospitais e o precário atendimento, principalmente no interior do país. Por outro lado, há a considerar a grandeza territorial, a imensa população carente (miséria e pobreza), os milhões de favelados em áreas, por vezes, insalubres, dentre outros aspectos, como a população carcerária, próxima de 1 milhão de presos.

Por mais avassaladora e cruel que seja a crise, há que dela tirar ensinamentos. O país necessita de planejamento estratégico em todas as áreas de atividade humana. Como o nosso país até hoje não tem capacidade de fabricar as substâncias básicas para a maioria dos remédios (caros) usados pela nossa população? Somos importadores da Índia e da China. Quando desenvolveremos as vacinas necessárias para campanhas de erradicação de doenças graves? Qual a razão de o sarampo estar de volta e matando? Quando desenvolveremos vacinas ou outras soluções para a dengue, zica etc.? E a nossa indústria de equipamentos voltados para a área médica? Ressonância magnética, tomógrafos etc.? Importamos da China máscaras protetoras para uso médico!?

Quando daremos valor ao desenvolvimento científico e tecnológico (e não a obras eleitoreiras de políticos) envolvendo as universidades, formando pesquisadores e atuando em parceria com centros de pesquisas e com o parque industrial? Se o BNDES tinha bilhões para financiar obras em Cuba, Equador, Venezuela etc., por vezes a fundo perdido, como não temos recursos para ciência e tecnologia, gerando novas tecnologias, principalmente as de caráter dual nos institutos de pesquisas militares em parceria com as universidades? Quando, agregando tecnologias de ponta a minérios como o grafeno, o nióbio e outros, tornaremos nobres os nossos produtos para exportação?

Talvez o que falte aos políticos brasileiros, apesar das desgraças como a atual pandemia, seja vergonha na cara. Não defendem os interesses nacionais. Qual a razão de R$ 30 bilhões do Orçamento nas mãos do Congresso, tendo em vista interesses pessoais de políticos e de partidos? Que sejam empregados no combate à atual pandemia e que aperfeiçoem o SUS em benefício de toda a população. Que financiem a ciência e tecnologia na busca do conhecimento por meio de pesquisas, gerando novas tecnologias de ponta.

Façamos, sem canalhices, da crise oportunidades em prol do Brasil.

Por Marco Aurélio

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