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Opinião Jogo Aberto – 05 de Fevereiro de 2020

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Projeto para restringir uso de aviões da FAB parece brincadeira.

O presidente da República mandou para o Congresso um projeto de lei regulamentando a quarentena para os brasileiros que serão repatriados de Wuhan, cidade chinesa que foi o epicentro do surto de coronavírus. Essas pessoas voltarão para o Brasil e devem ficar três semanas na base aérea de Anápolis, para que se descubra que eles foram ou não infectados com o coronavírus.

Seria bom que não apresentassem fotografias desses brasileiros, porque depois a pessoa fica marcada na rua. Como disse o pai de um deles, vão olhar para o filho dele e pensar que ele tem coronavírus.

Aqui no Brasil, esse vírus não é tão importante quanto a dengue. O ministro da Saúde disse na terça-feira (4) que a dengue é muito mais preocupante, e que o coronavírus não pode desviar nossas atenções do combate aos focos do mosquito.

A principal origem do mosquito Aedes Aegypti é da água parada dentro das residências. A gente pode diminuir os casos de dengue. Houve 600 mortes no ano passado da doença.

Na capital do país já teve um morto e 1,2 mil casos de dengue. A gente precisa combater o mosquito. Não podemos esquecer dessa doença, principalmente agora no verão em que há calor e chuva, clima próprio para formar maternidades de mosquitos.

Estão tentando restringir o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por parte de autoridades. Mas o projeto de lei que está na Comissão de Relações Exteriores no Senado, que deve ser votado logo, parece brincadeira.

Diz assim: “só pode usar avião da FAB se for a serviço, por motivos de segurança ou se for em uma emergência médica”. Ora. isso é o óbvio. A restrição tem que ser além disso. A motivação da pressa é por causa da demissão do Vicente Santini, por ter usado um avião da FAB contrariando as promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Se for mexer com chefes dos poderes – como o presidente da República, da Câmara, Senado ou do Supremo – é claro que o presidente da República não vai tomar iniciativa, que vai parecer restritiva à liberdade de locomoção dos outros chefes de poder.

Embora o presidente da Câmara, por exemplo, tenha usado o avião da FAB mais de 200 vezes no ano passado, e o ministro de governo que mais usou não passou de 113 vezes. A lei permite que chefes de poder possam voar em aviões da FAB para que eles possam cumprir seu papel. Mas vamos esperar para ver se haverá alguma emenda a esse projeto que torne o uso mais restrito.”

Por Marco Aurélio

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