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Soja: Mercado tem 5ª feira de novas baixas e sessões consecutivas de perdas em Chicago com foco no Coronavírus

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O mercado da soja permanece operando em campo negativo nesta quinta-feira (30) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h10 (horário de Brasília), perdiam entre 1,75 e 2,50 pontos, na quarta sessão consecutiva de perdas somente nesta semana. Assim, o março tinha US$ 8,90 por bushel, o maio US$ 9,04 e o julho, US$ 9,19.

“Incertezas sobre acordos comerciais, eleições nos EUA, temores de recessão global e agora até um Coronavírus, tem sido os fatores principais exercendo pressão sobre as commodities agricolas”, explica o consultor Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar.

E mais pressão vem ainda da chegada da nova safra do Brasil, onde a colheita caminha sem grandes adversidades até este momento.

“Para hoje, só uma supresa positiva na exportaçoes semanais americanas, com compras de soja americana em bom volume pela China para reverter esta tendência”, completa Cachia.

As expectativas do mercado para as vendas semanais de soja dos EUA variam de 400 mil a 1,1 milhão de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta 4ª feira:

Soja e demais commodities voltam a cair nesta 4ª diante da gravidade do Coronavírus

Sem notícias consistentes de uma mudança na perspectiva da gravidade do surto do coronavírus – que já matou mais de 130 pessoas e contaminou mais de 6 mil – as commodities registraram um novo dia de perdas generalizadas nesta quarta-feira (29). O total de pessoas infectadas já supera o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) entre 2002 e 2003 quando vitimou 349 e infectou 5327 na China.

Entre as agrícolas, quem liderou as baixas foram os futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York, que encerrou o dia com baixas de mais de 2%. Na sequência, as cotações do trigo perderam mais de 1% na Bolsa de Chicago, enquanto as perdas entre os futuros da soja e do milho foram um pouco mais limitadas.

O petróleo WTI perdia cerca de 0,5% também na Bolsa de Nova York, com o barril sendo cotado a US$ 53,16. O ouro caminhava para encerrar o dia em campo positivo, porém, mais cedo também trabalhava no vermelho, mesmo movimento que se observava no mercado da prata.

“O que sobrou foram as criptomoedas”, explica o diretor do Grupo Labhoro ao Notícias Agrícolas, Ginaldo Sousa, em entrevista nesta quarta-feira direto de Mafra, em Santa Catarina. Segundo Sousa, diante de tantas incertezas em torno da demanda chinesa – e mundial – e de quanto tempo a situação se normaliza, muitos setores estão paralisados e acabam por paralisar muitos mercados também.

Em contato com especialistas na nação asiática, o diretor da Labhoro pôde atestar que trata-se de um momento dramático, de isolamento e confinamento, sérias dificuldades de logística e mobilidade da população e os serviços bastante afetados. “São restaurantes fechados, lojas fechadas, ruas vazias (…) Quem vai querer compras (inclusive no mercado financeiro) em um momento como esse? Ninguém”, diz.

O surto do coronavírus chega logo na sequência da assinatura da fase um do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos, o que vinha promovendo uma forte expectativa de que a nação asiática voltasse ao mercado norte-americano neste ano de 2020 de forma mais expressiva. “O que foi assinado não significa que está tudo resolvido, mas se tinha uma expectativa. Agora a demanda da China não volta tão cedo por conta do Coronavírus. A demanda mundial está apreensiva”, explica o especialista.

Sousa lembrou ainda que o presidente chinês Xi Jinping afirmou, mais uma vez, que seu governo está total e completamente comprometido em resolver o quanto antes e que uma solução poderia chegar em 15 dias. “Mas para que tudo se arranje, serão necessários, pelo menos, mais uns quatro meses”.

PRODUTOR BRASILEIRO

Frente a este cenário, o analista afirma que a principal orientação para o produtor brasileiro é de que ele se mantenha em alerta e atuante, aproveitando as oportunidades que lhe surgirem em meio a esta crise. “Além disso, o Brasil tem demanda de vendas já feitas e precisa embarcar isso”, diz.

Com 45% da safra já comprometida, os sojicultores contam com um pouco mais de tempo e espaço para refazerem seus cálculos e estratégias diante deste novo fator e do atual comportamento da China. “Mas continua sendo importante dizer que isso é um momento passageiro, isso vai se resolver e tudo irá voltar ao normal”.

Nesta quarta-feira, os preços da soja mantiveram a estabilidade na maior parte do interior do país, bem como aconteceu com os indicativos nos portos do país.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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