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Onde entra Michael? Veja como o atacante pode ser usado no time do Flamengo

Jogador se destacou atuando pela ponta esquerda no Brasileirão, mas também pode ajudar a dar profundidade do outro lado ou se movimentando por dentro

Próximo de ser anunciado como reforço do Flamengo para 2020, Michael chegará ao elenco rubro-negro para acirrar uma briga cada vez maior pela posição de titular. O atacante foi a revelação do Campeonato Brasileiro de 2019 atuando pelo Goiás e oferecerá maior profundidade ao elenco comandado por Jorge Jesus.

Carrossel Michael Flamengo — Foto: GloboEsporte.com

Carrossel Michael Flamengo — Foto: GloboEsporte.com

Mas, num elenco farto de jogadores ofensivos, como Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Vitinho e Pedro Rocha – sem contar Gabriel, que ainda não definiu a permanência -, onde Michael pode ganhar espaço? E quais alternativas ele oferece ao Mister?

– O Michael tem como características o drible e a velocidade. É um jogador que pode atuar em qualquer dos dois lados do campo e também como um segundo atacante. É um jogador muito audacioso que gosta de partir para o confronto com o defensor. Ele possui boa resistência física também e ajuda na marcação quando é solicitado – analisou o técnico Mauricio Barbieri, que trabalhou com Michael no Goiás no início de 2019 e também no Flamengo, onde trabalhou com algumas promessas rubro-negras.

Abaixo, o GloboEsporte.com lista algumas possibilidades para Michael. Confira:

O lugar de origem

Michael se destacou no Brasileirão atuando pela ponta esquerda no Goiás. Ali, exibiu extenso repertório de jogadas individuais, com dribles em velocidade. Seria o ponto de partida para se adaptar ao Flamengo. Por outro lado, o setor é o mais concorrido do ataque rubro-negro: Bruno Henrique, Vitinho e Pedro Rocha também jogam preferencialmente por aquele lado.

Michael em sua posição predileta, atuando pela esquerda. O campinho leva em consideração os jogadores com contrato — Foto: GloboEsporte.com

Michael em sua posição predileta, atuando pela esquerda. O campinho leva em consideração os jogadores com contrato — Foto: GloboEsporte.com

Invertendo o lado

Pelo lado direito, a situação é menos povoada. Everton Ribeiro reina absoluto no setor, mas faz uma função diferente da que Michael pode oferecer: é um meia armador que costuma atuar mais por dentro, articulando as jogadas.

Por ali, Michael pode oferecer mais velocidade e profundidade ao Flamengo. O atacante é muito forte em jogadas individuais – ele foi o jogador que mais driblou no último Brasileirão, em números absolutos (123), e o terceiro com maior média de dribles por jogo (3.5, com um aproveitamento de 57%), de acordo com o SofaScore.

Pela direita, Michael pode dar mais velocidade ao setor, com profundidade na hora de atacar — Foto: GloboEsporte.com

Pela direita, Michael pode dar mais velocidade ao setor, com profundidade na hora de atacar — Foto: GloboEsporte.com

Por dentro

Em diversos momentos das partidas, o Flamengo pode variar para jogar com dois atacantes centralizados. Esta é outra opção para Michael, que teria a companhia de um centroavante com quem tabelar e fazer jogadas em velocidade.

No último Brasileiro, Michael marcou nove gols em 35 jogos, numa média de 1.8 finalização por partida. A finalização ainda é um fator a se melhorar para que ele possa ser ainda mais útil ao Flamengo.

Michael em uma formação alternativa do Flamengo, jogando ao lado de outro atacante num 4-4-2 mais ofensivo — Foto: GloboEsporte.com

Michael em uma formação alternativa do Flamengo, jogando ao lado de outro atacante num 4-4-2 mais ofensivo — Foto: GloboEsporte.com

Adaptação tática

Um número de Michael no Brasileirão, de acordo com o SofaScore, chama a atenção: ele teve uma média de 0.7 roubadas de bola no último terço de campo – ou seja, no campo de ataque. É uma estatística igual à de Gabigol e superior às de Everton Ribeiro e Bruno Henrique (ambos com 0.5). Apenas Arrascaeta (0.8) o supera.

O que isso significa? Que Michael tem capacidade de se adaptar a uma das premissas básicas da filosofia de jogo de Jorge Jesus, que é a marcação por pressão para recuperar a bola. Apesar de jogar num estilo diferente no Goiás, o novo reforço rubro-negro mostrou características que encaixam com o que técnico pensa para o Flamengo.

Ge

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