Economia

Vai morar fora? Saiba enviar grana do Brasil para conta no exterior

Correntista deve abrir conta em banco do país em que vai viver para fazer transferências, como se fosse uma TED; fintechs costumam ter taxas melhores

A crise econômica e o desemprego registrados no país nos últimos anos estimularam a saída definitiva de milhares de brasileiros, que foram em busca de oportunidades melhores no exterior. Além disso, engrossam essa lista os estudantes em intercâmbio e outras pessoas que, por motivos diversos, resolveram sair do Brasil por determinado período.

Para quem vai morar fora ou já está em terras estrangeiras, há algumas opções para utilizar a grana conquistada no Brasil — ou enviada por parentes e pais — em outros países, segundo o sócio-fundador da Zen Economics, Luiz Fernando Roxo.

Basicamente, há três opções: levar dinheiro em espécie, enviar dinheiro de uma conta corrente no Brasil para outra no país de destino e despachar via empresas de remessas internacionais.

Levar grana em espécie esbarra nos limites impostos nos outros países — nos Estados Unidos, por exemplo, é proibido entrar com mais de US$ 10 mil sem declarar às autoridades americanas. A depender do tempo nos EUA, US$ 10 mil podem não ser suficientes.

Outra alternativa é abrir uma conta num banco no país de destino e fazer transferências da conta brasileira para lá. Essa operação, chamada de TIR (Transferência Internacional de Reais) está sujeita a taxas.

Ainda dá para encontrar uma Fintech, especializada em envio de recursos para o exterior, e mandar do Brasil para a conta aberta no exterior.

Por fim, há empresas especializadas no envio de remessas internacionais. Porém, elas costumam cobrar taxas mais caras, uma vez que o serviço é muito conveniente.

“Quanto mais especializado o serviço, menor a taxa. Por isso, vale a pena cotar com as fintechs”, explica Roxo.

Veja o passo a passo para enviar grana ao exterior para você mesmo ou alguém usar lá:

1. Abrir uma conta corrente em qualquer banco comercial do exterior e informar as autoridades locais ser estrangeiro (isso é feito na própria agência);

2. Com isso, o correntista brasileiro faz uma Transferência Internacional de Reais, como se fosse uma TED entre bancos no Brasil. Faz quantas vezes quiser, operação sujeita a uma taxa;

3. Nos bancos comerciais, faz-se isso pela conta corrente mesmo. Também é possível fazer por um banco especializado ou por meio de fintechs;

4. Onde é mais barato? Quanto mais especializado o serviço, menor a taxa. Por isso, vale a pena cotar com as fintechs;

5. Para quem pensa em levar dinheiro em espécie, há limites para entrar nos países. Para os EUA, por exemplo, o limite é de US$ 10 mil;

6. As empresas que oferecem o serviço de remessas internacionais cobram taxas muito caras (quase sempre 10% ou 15% do total). É uma conveniência muito grande, então, é cara. Não costumam valer a pena.

Fonte: Luiz Fernando Roxo, sócio-fundador da Zen Economics

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