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Acir vem fazer campanha em Rondônia, mas não aparece para votar MP antifraude

Acir Gurgacz é recebido em Rondônia após ser preso pelo STF. Senador foi recebido pela deputada Silvia Cristina.

O senador Acir Gurgacz (PDT/RO) não apareceu no senado federal nessa segunda-feira (03) para votar a Medida Provisória – MP 871/2019 que visa coibir fraudes nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A matéria é considerada pelo governo uma medida muito importante no combate as fraudes e estima uma economia de quase R$ 100 bilhões de reais ao longo de 10 anos. Caso a MP não fosse votada nessa segunda-feira, a medida caducava e perdia o seu valor. Houve uma grande mobilização do governo e de eleitores nas redes sociais, convocando os senadores para que eles comparecessem para votar a medida. A matéria foi aprovada por 55 votos favoráveis e 12 contrários à proposição.

Após a votação da matéria, consta que Acir não compareceu para trabalhar, e portando não votou na MP. Já os outros dois senadores de Rondônia, Marcos Rogério (DEM) e Confúcio Moura (MDB) atenderam aos chamados e compareceram e votaram a favor da MP.

Sem se preocupar com temas relevantes para o país que estão em votação no Senado, Acir achou melhor fazer campanha em Rondônia. O senador compareceu no encontro estadual de seu partido, o PDT, nesse final de semana em Ji-Paraná para discutir as eleições municipais de 2020.

Acir foi recebido pela deputada federal Silvia Cristina (PDT/RO), que recentemente foi à única deputada de Rondônia a votar pela retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COF das mãos do Ministro Sérgio Moro. A parlamentar foi duramente criticada nas redes sociais por seu voto.

Acir condenado pelo STF

Acir foi condenado pelo STF e teve seus direitos políticos suspensos, em fevereiro de 2018, por crimes contra o sistema financeiro. O senador foi considerado culpado por desvio de recursos de financiamento que obteve junto ao Banco da Amazônia, entre 2003 e 2004, quando dirigiu a empresa de viação Eucatur. O parlamentar foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão.

No mês de setembro de 2018, o STF determinou o imediato cumprimento da pena de prisão.

Já no mês de abril desse ano, a Justiça do Distrito Federal autorizou Acir Gurgacz a deixar o regime semiaberto e cumprir o restante da pena em regime aberto. Preso no Complexo Penitenciário da Papuda, o parlamentar já havia obtido autorização para trabalhar no Senado durante o dia, retornando à cadeia à noite.

Fonte:Jornalrondoniavip

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