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Opinião Aberto – 02 de Maio de 2019

Ninguém sabe para onde caminha o governo.

Ninguém sabe ao certo qual é o rumo que o presidente Bolsonaro quer para o país. Sabe-se que os tropeços por ele provocados até agora podem levá-lo aos piores caminhos. Essa conclusão é dos que pensam, sem radicalismo, sobre os últimos acontecimentos. Qualquer referência ao presidente implica, também, referência aos seus filhos, todos com mandatos públicos, dois deles pelo Rio de Janeiro: Flávio é senador, e Carlos, vereador. Eduardo é deputado federal por São Paulo. Os três foram legitimamente eleitos e muito bem votados, mas o que lhes interessa mesmo é palpitar, compulsivamente, sobre o governo do pai.

Queira-se ou não, há três núcleos no atual governo: o olavista, o militar e o técnico. Essa estranha subdivisão só lhe tem trazido solavancos e desgastes. Agora, por exemplo, com sérios riscos ao funcionamento da República, há uma contenda entre os núcleos olavista e militar, que, diga-se de passagem, com ênfase no vice-presidente, general Mourão, tem-se se mostrado equilibrado. Do primeiro fazem parte os três filhos do presidente, que não têm nenhum cargo ou função no governo, mas agem como se tivessem. O tom dos olavistas contra os militares já ultrapassou os limites do razoável. Esse núcleo é orientado por alguém que reside fora do país há muitos anos. Trata-se do ensaísta, ex-jornalista, astrólogo, que ainda se diz filósofo, Olavo de Carvalho.

E, o mais grave: a contenda entre os dois núcleos provoca estragos no núcleo “técnico”, o terceiro deles, liderado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem o presidente concedeu autonomia, mas, às vezes, sem aviso prévio, a subtrai. A reforma da Previdência Social, no momento a principal preocupação desse núcleo, passa a ter, obviamente, sérias dificuldades na sua aprovação, a cargo, por enquanto, da Comissão Especial da Câmara Federal, que mais se parece a uma colcha de retalhos. Boa parte dos parlamentares discorda do modo como Bolsonaro trata a política ao acusá-la, sobretudo, de “velha política”, mas, ao mesmo tempo, não explica o que isso significa.

Como se não bastasse, o país está sem oposição. Esta, aliás, nem sequer apresenta alternativa, mas, simplesmente, é contra a reforma da Previdência. Seu maior líder, o ex-presidente Lula, está preso e, da prisão, pelo número de acusações e processos que existem contra ele, parece que não sairá tão cedo. O ex-presidente e seus acólitos, infelizmente, ainda não conseguiram, até hoje, refletir sobre o que fizeram de ruim ao país e a eles próprios. Consideram-se vítimas inocentes de tudo. Lula, à frente do seu grupo, posa como vítima eterna.

O que está acontecendo hoje lembra a canção “O Samba do Crioulo Doido”. É preciso que alguém dê ciência disso ao presidente.

Por Marco Aurélio

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