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Política

Dilma sobre comemoração da ditadura por Bolsonaro: ‘Tempos sombrios

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O ex-presidente Dilma Rousseff, que foi presa e torturada pela ditadura de 1964, falou sobre o período, que completa 55 anos neste domingo (31). A petista descreveu o golpe militar como uma “ferida aberta na história do país” e disse ver “tempos sombrios” no chamado do presidente Jair Bolsonaro para comemorar a data.

“Não há nada a comemorar neste dia. Só rezar pelos mortos e manter a certeza de que resistiremos ao autoritarismo para construir uma nação sem ódios, mágoas e perseguições”, disse Dilma em mensagem publicada pela coluna ‘Painel’, da ‘Folha de S. Paulo’. “Os elogios descarados do presidente ao golpe mostram que estamos distantes da pacificação”, lamentou.

“São tempos que evocam prisão, tortura, morte e exílio. (…) É duro ver que após a incansável luta pela democracia, pagamos com dor e sacrifício para assistir agora uma comemoração do golpe forjada pelo chefe de Estado”, criticou a ex-presidente.

Todos sabemos que brasileiros e brasileiras foram assassinados e estão ‘desaparecidos’ até hoje. Amigos e familiares guardam a dor da ausência de filhos e pais. Na Comissão da Verdade, eu disse que a ignorância sobre a história não pacifica. Ao contrário. A desinformação apenas facilita o trânsito da intolerância.”

Dilma foi presa quando tinha apenas 22 anos, acusada de integrar organização de luta armada contra o regime. Ela ficou na cadeia por três anos e conta ter sido duramente torturada pelos militares.

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