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Opinião Jogo Aberto – 26 de Março de 2019

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A hora é de muita calma .

Os ânimos entre os Poderes da República estão acirrados, e isso pode comprometer a tão necessária reforma da Previdência. De um lado, o presidente Jair Bolsonaro insiste em não comandar as conversas com o Legislativo, apesar de ter ido duas vezes ao Congresso. Se não dialogar com os parlamentares e seus principais líderes, não vai chegar a lugar algum.

Evidentemente ainda há a necessidade de negociar com os deputados e senadores para a aprovação. Ainda não será desta vez que Bolsonaro conseguirá alguma coisa sem negociar. Falta-lhe o carisma das grandes lideranças que se impõem diante de seus pares. Os parlamentares já descobriram as fraquezas do presidente e mesmo a sua falta de convicção em relação à proposta que diz defender. E não vão deixar por menos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, parece, irritou-se com a prisão de seu sogro Moreira Franco e ainda bateu de frente com o ministro Sergio Moro, que tentou interferir no andamento das reformas na Câmara. Por isso não vai dar moleza a Bolsonaro. No sábado, almoçou com João Doria, que, como bom brasileiro, está colocando panos quentes em nome da aprovação da reforma da Previdência. A conversa entre eles foi longa, e Maia acabou obtendo as bênçãos de Doria, que o considera essencial para a condução do processo legislativo.

Enquanto isso, uma crise no Judiciário, com causas internas e externas, atravanca as negociações. Os ministros do Supremo, que podem ser e certamente serão acionados para dirimir questões relacionadas com a Previdência e outras reformas, perderam a indispensável credibilidade – por seus atos e por uma inegável campanha de desmoralização das instituições pelas redes sociais.

A hora exige prudência e grandeza para saber o momento de avançar e de recuar. O ambiente é propício para a ação de aventureiros, que usam os irresponsáveis, os inocentes úteis, para tocar fogo no circo, que é o que interessa aos seus projetos escusos. A prisão do ex-presidente Michel Temer, contestada por juristas respeitáveis, aumentou a temperatura política e, certamente, vai complicar ainda mais o andamento da reforma da Previdência no Congresso.

É hora de chamar os bombeiros e de conter os exaltados. Mas quem no país tem condições de fazer isso? O quadro (ou seria o caos?) existente no plano federal, infelizmente, não é muito diferente do que vem acontecendo nos governos estaduais. Há uma incapacidade dos governadores – com exceção de Doria – em conduzir as relações com os Legislativos estaduais, o que faz prever enormes dificuldades para a aprovação das reformas e os ajustes indispensáveis à legislação federal. Em nome do que queríamos de “novo”, elegemos pessoas para nos representar e, conduzir o povo, por isso, precisam dialogar, para impor suas ideias. Infelizmente, por ora estamos à deriva. Sem qualquer comunicação com satélites, sem bússolas, sem rádio, sem telefone. E mais, cercados por tubarões.

Por Marco Aurélio

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