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Governo venezuelano reforça presença militar na fronteira com o Brasil

Objetivo de Maduro é evitar entrada de ajuda humanitária enviada pelos EUA

O deputado de oposição ao governo de Nicolás Maduro, Ángel Medina, informou, nessa sexta-feira (8), que o país reforçou a presença militar na fronteira com o Brasil, onde é esperada a instalação de um centro de ajuda humanitária.

“Eles [Governo venezuelano] reforçaram a presença militar na fronteira com o Brasil (…), limitaram o tráfego de veículos e fazem revisões detalhadas”, escreveu Medina em seu perfil no Twitter.

A presença militar foi reforçada em Santa Helena Uairén, no estado venezuelano de Bolívar, no sul do país, acrescentou o deputado.

Nos últimos dias, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que poderia enviar ajuda humanitária por meio das fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia. O presidente interino Juan Guaidó confirmou que a assistência entraria pelo Brasil, pela Colômbia e por uma ilha do Caribe, que não especificou.

Os primeiros caminhões com alimentos e remédios enviados pelos Estados Undios começaram a chegar à Colômbia, onde aguardarão o desbloqueio de pontes entre os dois países para entrar na Venezuela.

Esta semana, Maduro já tinha criticado os Estados Unidos por tentarem uma intervenção militar na Venezuela, que estaria disfarçada de ajuda humanitária.

“A Venezuela não tolerará o espetáculo da chamada ajuda humanitária, porque não somos os mendigos de ninguém”, disse Maduro, nessa sexta-feira (8), durante conferência de imprensa no palácio presidencial.

A tensão política na Venezuela se agravou em 23 de janeiro, quando o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela e declarou que assumia os poderes executivos de Maduro.

Após a sua autoproclamação, Guaidó, de 35 anos, prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres, contando com o apoio de diversos países.

Nicolás Maduro, de 56 anos, chefe de Estado desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento, no qual a oposição tem maioria, como uma tentativa de golpe de Estado supostamente liderado pelos Estados Unidos.

A crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise econômica e social, que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Com informações da Lusa.

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