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Soja: Chicago trabalha com estabilidade nesta 6ª à espera do USDA e especulando ChinaxEUA

Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam em campo misto, com pequenas altas sendo registradas nos primeiros vencimentos, com o março valendo US$ 9,15 e o maio, US$ 9,29 por bushel

Os preços da soja trabalham com estabilildade nesta manhã de sexta-feira (8) na Bolsa de Chicago. Depois das baixas observadas na sessão anterior, o mercado retoma sua cautela à espera dos novos números de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que saem na tarde de hoje.

Assim, por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam em campo misto, com pequenas altas sendo registradas nos primeiros vencimentos, com o março valendo US$ 9,15 e o maio, US$ 9,29 por bushel.

Os traders se dividem entre o aguardo desses novos números e a notícia divulgada ontem de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping não irão se encontrar antes de 1º de março, que é o prazo do fim da trégua firmado entre os dois em dezembro último, durante a reunião do G20.

“Assim como a ARC vem alertando desde a última reunião EUA-China, o prazo de março não deveria ser cumprido, uma vez que a complexidade deste acordo não poderia ser resolvida em apenas algumas conversas. No horizonte desta retórica entre os norte-americanos e os asiáticos, ainda permanece uma resolução de reconciliação econômica entre as nações”, explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira e, na sequência, as expectativas para o boletim desta sexta-feira:

Soja fecha em queda na CBOT com notícia de que Trump e Xi não se encontram antes do fim da trégua

O mercado futuro norte-americano da soja viu as baixas da oleaginosa se intensificarem do meio tarde até o final do pregão desta quinta-feira (7)depois de receber a informação de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping não deverão se encontrar antes do prazo final da trégua proposta na última reunião do G20 que termina no dia 1º de março.

De acordo com informações de agências internacionais, os líderes das duas maiores economias do mundo que estão no meio de uma disputa comercial desde meados de 2018 não irão se reunir e a notícia acabou renovando as preocupações com as relações entre os dois.

Assim, as cotações da soja fecharam o dia perdendo mais de 8 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago, levando o março de volta aos US$ 9,13 e o maio/19 ficou nos US$ 9,27. Esta foi a primeira queda considerável das cotações pela primeira vez em cinco sessões, como noticia a Reuters Internacional.

“A discussão de que Trump não se encontrará com Xi chamou a atenção do mercado. Não há um acordo próximo. Podemos ver alguma melhora, mas isso é um outro processo”, explicou o analista de mercado Rich Nelson, da Allendale Inc, à Reuters.

Um consultor da Casa Branca já havia dito, inclusive, na rede de TV Fox, em entrevista nesta quinta, que há uma considerável distância, neste momento, das conversas entre chineses e americanos.

O mercado, que está à espera de qualquer novidade que possa alterar o cenário dos preços, se apegou à notícia, especulou sobre ela e realizou lucros.

O que limitou as baixas, porém, foi a cautela mantida pelos traders antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta sexta-feira (7).

As expectativas para as informações são grandes, principalmente, pela falta de novidades relacionadas à guerra comercial entre China e Estados Unidos, e por serem os últimos números para a safra 2018/19 dos EUA, como explica o analista de mercado Todd Hultman, do portal internacional DTN The Progressive Farmer.

Se espera uma redução, mas tímida, dos estoques finais norte-americanos, uma vez que a demanda chinesa pela soja dos EUA ainda se mantém travada e sendo retomada a passos muito lentos. Assim, o mercado espera por estoques finais dos EUA em 25,04 milhões de toneladas, na média estimada, contra 25,99 milhões do boletim anterior.

Fonte: Notícias Agrícolas

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