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Soja: preço cai em Chicago por rumor de nova desavença entre China e EUA

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a terça-feira, dia 22, com preços mais baixos. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as perdas foram acentuadas na parte da tarde, após rumores de que representantes dos Estados Unidos teriam rejeitado um encontro com seus colegas chineses para avançar na negociação comercial entre os dois países. “A notícia reforçou o sentimento de que os dois países estão longe de um acordo comercial”, dizem analistas.

O dia foi de pressão em meio ao maior temor ao risco, diante da perspectiva de um crescimento menor do que o esperado da economia mundial.

O petróleo teve um dia de perdas, puxando para baixo também as demais commodities agrícolas. No caso da soja não foi diferente.

Além dessa questão, a prolongada paralisação do governo americano segue sendo motivo de preocupação, principalmente pela falta de informações oficiais.

Na terça, no entanto, as inspeções semanais foram positivas. Este relatório é um dos poucos que está sendo divulgado e indicou um número acima do esperado, gerando especulações de vendas para a China. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções somaram 1,110 milhão de toneladas, um pouco acima do esperado pelo mercado: 1,075 milhão.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,09 (-7,50 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,22 (-7,25 cents)

Brasil 

Com o dólar subindo bem, mas Chicago recuando, o mercado brasileiro teve um dia de preços mistos e de poucos negócios. Nas regiões em que os preços subiram, houve melhor movimentação, com destaque para Minas Gerais, onde 10 mil toneladas foram comercializadas, São Paulo e Goiás, com volumes transacionados de 5 mil toneladas em cada um dos estados.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 76
  • Cascavel (PR): R$ 71,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 66
  • Dourados (MS): R$ 66,50
  • Santos (SP): R$ 76,50
  • Paranaguá (PR): R$ 77
  • Rio Grande (RS): R$ 77,50
  • São Francisco (SC): R$ 78

Milho

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais altos. O mercado realizou lucros, pressionado pela forte retração nos preços do petróleo, que supera os 2% em Nova York e pelo desempenho em linha com a expectativa para o relatório de inspeções de exportação, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.108.119 toneladas na semana encerrada no dia 17 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. O mercado esperava o número em torno de 1 milhão de toneladas.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,79 (-2,75 cent)
  • Maio/2019: US$ 3,87 (2,75 cents)

Brasil

O mercado interno manteve preços pouco alterados. As negociações no disponível fluem de maneira pontual, apenas para preencher alguma necessidade de venda mais urgente.

“A prioridade continua na colheita de soja em diversas regiões do país, com a tendência de que o trabalho de campo se intensifique nos próximos dias. O custo de frete já é perceptivelmente mais alto, tornando mais complicada a aquisição de lotes significativos em outros estados”, diz a Safras & Mercado.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38
  • Paraná: R$ 36,50
  • Campinas (SP): R$ 40,50
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 37
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 36
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 36

Boi gordo

A pressão de baixa imposta pelas indústrias vem perdendo força, de acordo com a Scot Consultoria. “Não está fácil tornar efetivas as ofertas de compra em preços menores”, explica.

Apesar da demanda fraca, a oferta de gado está restrita e esse é o fator que tem contido as baixas, impedindo recuos mais significativos para a arroba, explica a consultoria.

Esse cenário fica mais evidente na praça de São Paulo. No estado, a referência para o boi gordo segue estável há duas semanas e a arroba está cotada em R$ 150,50, à vista, livre de Funrural. A maioria dos frigoríficos paulistas trabalha com escalas de abate que atendem ao redor de três dias.

No restante do Brasil, o mercado está relativamente calmo, com alterações pontuais de preços em algumas praças, mas sem tendência definida.

“Nestes últimos dias do mês, a expectativa fica por conta da dificuldade para o escoamento da produção, se ela será suficiente para reduzir as referências para a arroba de maneira mais intensa, frente a esta oferta limitada”, finaliza a Scot, em relatório.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 150,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 137
  • Dourados (MS): R$ 139
  • Mato Grosso: R$ 132 a R$ 136
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,20 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149,50
  • Paragominas (PA): R$ 136
  • Tocantins (sul): R$ 134

Café

O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços mais baixos, seguindo o fechamento em queda para o arábica na Bolsa de Nova York e para o robusta em Londres.

Enquanto NY teve ganhos, o mercado brasileiro mostrou alguma atividade, mas com o tombo da bolsa os negócios ficaram travados. As cotações não caíram mais em função da retração do vendedor e subida do dólar.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 408 a R$ 410
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 410 a R$ 415
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Bolsa de Nova York

O café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. Segundo traders, o mercado voltou do feriado da segunda-feira (Dia de Martin Luther King) pressionado pela alta do dólar contra o real no Brasil e acompanhando quedas do petróleo e de outras commodities.

Além disso, fatores técnicos contribuíram para a tendência negativa, com correção técnica após os ganhos acentuados do encerramento da última semana.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 103,35 (-1,60 cent)
  • Maio/2019: US¢ 106,60 (-1,45 cent)

Bolsa de Londres

O robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. Segundo traders, Londres acompanhou a desvalorização do arábica. Perdas para o petróleo e para outros mercados contribuíram para o movimento vendedor e para a queda em Londres no robusta.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Março/2019: US$ 1.516 (-US$ 22)
  • Maio/2019: US$ 1.540 (-US$ 18)

Dólar e Ibovespa

O Ibovespa, principal índice de desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, encerrou o dia financeiro aos 95.103 pontos, em queda de 0,94% em relação ao fechamento desta segunda-feira, dia 21. O recorde do índice é 96.096 pontos e foi atingido na última sexta-feira.

O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,25%, cotado a R$ 3,80. Foi a sexta elevação seguida da moeda norte-mericana e o maior valor de fechamento desde 2 de janeiro (R$ 3,81).


Previsão do tempo para quarta-feira, dia 23

Sul

A chuva retorna de forma generalizada ao Sul do país e com potencial para temporais, devido ao avanço de mais um sistema frontal. A chuva ocorre em forma de pancadas rápidas, o sol deve aparecer em boa parte do dia, mantendo as temperaturas elevadas.

Porém, quando a chuva ocorrer deve vir acompanhada por trovoadas, descargas elétricas e eventual queda de granizo nos três estados.

Sudeste

As instabilidades aumentam no interior do continente, com risco para os temporais se espalharem por todo o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais. Desta vez, os maiores acumulados ficam concentrados especialmente em áreas da região metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral norte.

Volta a chover no Espírito Santo, mas de forma bastante isolada e sem grande intensidade. Enquanto isso, a massa de ar seco segue avançando e deixa o tempo firme sobre a maior parte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

A chuva persiste sobre a maior parte da região. Desta vez, há riscos de temporais entre o norte do Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás, devido às instabilidades no alto da atmosfera. Nessas áreas, há chance de trovoadas, descargas elétricas e até eventual queda de granizo.

Enquanto isso, o tempo firme vai voltando a predominar no nordeste goiano.

Nordeste

Ainda chove em áreas do Maranhão e Piauí, passando pelo norte do Ceará, além do litoral entre Bahia e Pernambuco, mas, sobre a maior parte da região, a massa de ar seco deixa o tempo firme e com sol entre poucas nuvens.

Norte

Deve chover sobre a maior parte da região, ainda sob o efeito das instabilidades tropicais. Desta vez, os maiores acumulados ficam concentrados em áreas do Pará, mas sem grandes riscos de temporais.

FONTE: canalrural.uol.com.br

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