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OPINIÃO JOGO ABERTO – Quinta Feira (10/01/2018)

Caldo de galinha e… Sempre ouvimos dizer e os mais experientes ensinam que “caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém”. Uma lição simples que significa que se deve pensar, e mais de uma vez, antes de agir ou falar. É exatamente isso que está faltando ao presidente Jair Bolsonaro e a alguns de seus ministros neste início de governo.

Os jornais mostram que Bolsonaro e o todo-poderoso Paulo Guedes estão batendo cabeça publicamente, o que não é bom para um governo que chegou com a esperança de mais de 50 milhões de eleitores. Na verdade, o governo pode até errar, ainda mais em sua fase inicial, mas não pode expor suas divergências internas na mesa do jogo político, deixando evidentes a falta de coordenação da equipe e a inexistência de um projeto a ser seguido.

Claro que os problemas a serem atacados são mais do que conhecidos pela equipe, como a aprovação da reforma da Previdência Social, mas, ao que parece, não há consenso sobre como agir e, pior, não são bem compreendidos pelo presidente. Na área política, os sinais são de que o governo ainda está tateando, buscando a saída do túnel.

O PSL – o partido de Bolsonaro – já cometeu o equívoco de apoiar Rodrigo Maia na reeleição à presidência da Câmara dos Deputados. Os Maias são a personificação do toma lá dá cá que vige no meio político, e foi exatamente o que o presidente Bolsonaro anunciou que combateria durante toda a sua campanha. Essas trapalhadas políticas, mesmo que na tentativa de evitar a primeira grande derrota política do presidente, com o isolamento de seu partido, podem prejudicar a imagem do governo e, aos poucos, provocar a perda do apoio popular, como aconteceu com Collor.

É hora de Bolsonaro e toda a sua equipe entenderem que política não é coisa para amadores. Não é assunto para ser tratado em bate-bocas nas redes sociais. Precisam lembrar que, do outro lado, está um PT à espera de que os erros sejam cometidos. É com os erros do novo governo que os petistas querem lavar a lama que emporcalhou a legenda até levá-la à grande derrota. O caldo de galinha e a prudência são remédios recomendados não apenas para o presidente e seu grupo.

Podem ser servidos em grandes paneladas a praticamente todos os governadores, que, inebriados pelo poder, ao qual vários deles chegaram “no susto”, andam falando muito, propondo absurdos e abrindo confrontos que, na virada da esquina, poderão inviabilizar suas administrações. Todos precisam se lembrar de que uma eleição é possível vencer com o nome e promessas de campanha, mas que ninguém governa sozinho e de costas para os demais Poderes, especialmente o Legislativo.

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