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OPINIÃO JOGO ABERTO 03/01

É bom lembrar que o caminho do inferno está cheio de boas intenções O que mais atrapalha nosso país hoje, é a polarização. Encerramos e começamos o ano pensando não só na volumosa e crescente enxurrada de notícias falsas, divulgadas pelas redes sociais, mas, sobretudo, na enxurrada ainda maior de “notícias ruins” e, não raras vezes, tragicamente verdadeiras.

São dificuldades que terão os jornalistas profissionais, neste ano de 2019, para cumprir o difícil dever de informar. Muitos deles estão sendo julgados, com frequência, como se fossem os responsáveis por tudo de ruim que acontece ao país. A culpa, dizem seus detratores de plantão, é da imprensa! E haja malhação! Transformaram o celular num depósito de informações falsas e/ou atrevidas, deixando para trás as notícias criteriosamente bem apuradas.

Cada qual se tornou analista, jornalista ou crítico por sua conta e risco, sem nenhuma responsabilidade com o que edita ou, então, repassa, como se o receptor tivesse se transformado em lixo ambulante. A moda agora, adotada por muitos presidentes, não só aqui, mas em outros países (Donald Trump, nos Estados Unidos, é um exemplo), é comunicar-se com os eleitores pelas redes sociais. Elas podem de fato ser (e de fato são) um avanço, se bem utilizadas, mas o papel da imprensa – falada, escrita e televisada –, tão injustamente combatida ultimamente, jamais deixará de ser levado a sério num regime que se diz democrático.

O presidente Jair Bolsonaro, e seus ministros, empossados anteontem, mais dia, menos dia, sentirão na pele a urgência não apenas de considerá-la, mas de respeitá-la cada vez mais. Para alguns, um novo país nasceu com a posse do presidente Jair Bolsonaro, legitimamente eleito, mesmo que sua dura pregação, como candidato, contra a corrupção tenha sido tisnada, alguns dias antes da posse, por suspeitas que podem não caracterizar um “caso de governo”, mas que exigem, detalhadamente, explicações.

Chama a atenção, à movimentação financeira feita por Fabrício Queiroz, um amigo da família Bolsonaro e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, este eleito e extraordinariamente bem votado pelo Rio de Janeiro. Essa movimentação atípica foi detectada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As explicações fornecidas até agora por Queiroz, um vendedor bem-sucedido de carros usados, não convenceu.

Para outros, uma novíssima política, principalmente na economia, conduzirá o país ao seu grande destino, a partir de agora em mãos de eleitos que se dizem novos, mas num mundo velho e cheio de tropeços e ardis. Um dia saberemos todos, que viver é uma arte, muito difícil de ser praticada, cheia de surpresas, boas e ruins. E que governar um país como o nosso, tão diversificado e complexo, pode tornar vítimas os bem-intencionados, pois, como também dizia o profeta, “o caminho do inferno está cheio de boas intenções”. Que em 2019 Deus também vele pelo povo brasileiro!

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