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OPINIÃO JOGO ABERTO 02/01

Novos ventos, novo partido: Rondonia sob nova administração A partir de hoje, efetivamente, Rondonia começa nova fase em sua vida política, sob o comando do governador Marcos Rocha, que, sem experiência político-partidária prévia, disputou pela primeira vez uma eleição, filiado ao PSL, sem coligação com outras siglas, sem estrutura financeira partidária ,para lhe dar suporte num Estado com 52 municípios e sem acesso ao Fundo Partidário e aos debates no primeiro turno.

Restaram-lhe mínimos segundos nos programas eleitorais oficiais. Sua candidatura, como um bólido, subiu na reta final do primeiro turno, ultrapassou a votação do presidente da assembleia e conseguiu um lugar na disputa no segundo turno contra o ex-senador Expedito Junior. Surpreendentemente, venceu, obtendo ao final expressiva votação.

Muitos analistas atribuem o fator propulsor da vitória do Coronel ao seu partido e a Bolsonaro. É que o efeito Bolsonaro foi fundamental, a diferença da votação dos dois, no segundo turno, confirma peso decisivo de influência direta da eleição presidencial à sua vitória. Parece que a radicalização da campanha em Rondonia, com a surrada polarização PT-PSDB-PMDB e a presença direta de contendores da disputa presidencial de 2014, aumentou a resistência dos rondonienses à velha política, estimulando o sentimento de mudança.

Passou um vendaval sobre os velhos vícios dos políticos. Rondonia quis mudar tudo. Rocha foi o caminho. Na formação de sua equipe, o governador também surpreendeu. Construiu um secretariado predominantemente de novos atores, técnicos com alguma experiência prévia de gestão pública, escrutinados por empresa de “headhunter”, independentemente de suas preferências eleitorais. A inovação foi, no entanto, mais profunda porque nenhum parlamentar eleito compõe o secretariado.

Não é apenas um sinal de fazer diferente e não negociar com os partidos. É seguir o fundamento do regime presidencialista da separação de Poderes. Parlamentares são eleitos para fazer leis e representar os interesses de seus constituintes no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, como ocorre nesses regimes, vide os Estados Unidos. A estratégia não foi a negação da política ou dos partidos, mas o respeito à escolha do eleitorado. Agora, começa a árdua tarefa de governar Rondonia.

O objetivo final da administração pública em uma sociedade democrática, diferentemente da administração privada, que amplia ganhos econômico-financeiros, é maximizar o valor público, dando-se sob as condições de legitimidade e de responsabilização pública. O valor público agrega os interesses gerais da sociedade e os interesses particulares de grupos de pessoas, de corporações etc.

A política é a arte de mediar, articular, congregar e negociar os conflitos desses interesses visando ao bem-estar comum. Esta é a nobre missão que o Coronel Marcos Rocha recebeu por delegação dos eleitores rondonienses. Que a cumpra com êxito. Rondonia está pronto para ajudá-lo nessa tarefa desafiadora.

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