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Patrulha Maria da Penha” chega a Vilhena para dar segurança a vítimas de violência doméstica e afastar agressores

A patrulha é composta por uma guarnição que diariamente realiza visitas domiciliares às vítimas que estão submetidas a medida protetiva e também aos agressores

Desde o dia 23 de novembro, a cidade de Vilhena passou a contar com um serviço diferenciado de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Foi implantando o Projeto “Patrulha Maria da Penha”, fruto da parceria entre a Polícia Militar edo Poder Judiciário que visa dar segurança e atenção humanizada às denunciantes que sofrem agressões de companheiros.

A patrulha é composta por uma guarnição que diariamente realiza visitas domiciliares às vítimas que estão submetidas a medida protetiva e também aos agressores, a fim de verificar a conduta e o cumprimento de determinações judiciais impostas a eles. Atualmente, dois policiais, a 1ª Sargenta-PM Michele Daniela de Sousa e o Cabo-PM Jorge Paulo Cruz, realizam os trabalhos de acompanhamento na cidade.

Conforme explica Michele, as rondas, após serem autorizadas, têm como objetivo garantir mais efetividade das medidas de proteção impostas, que geralmente estabelecem um limite de distância mínima para evitar que o agressor se aproxime das denunciantes.

“Os índices apontam que muitas mulheres não são motivadas a denunciarem as agressões justamente porque não podem contar com esse tipo de assistência do Estado. Elas temem perseguições ante as ameaças que sofrem por parte dos companheiros, o que as impedem de procurar ajuda e sair do ambiente de perigo. É um projeto inovador que certamente vai estimular novas denúncias e refletir principalmente na prevenção de novas práticas além de coibir outros crimes como o feminicídio, por exemplo”, comentou.

Atento à atuação da Polícia Militar na cidade, bem como às necessidades da Corporação que serviu há quase 20 anos, o vereador Carlos Suchi (Podemos) comemorou a implantação do projeto em Vilhena. Ele comentou sobre a importância de apoiar e acompanhar a mulher vítima de violência nessa fase em que se encontra vulnerável aos abusos do agressor. “É umavanço que nos permite vislumbrar novas perspectivas e conquistas para as comunidades”, disse o parlamentar, que se colocou à disposição para reivindicar meios de melhoriasnas condições de trabalho dos policiais designados para esta finalidade.

TREINAMENTO

Para realizar as atividades em Vilhena, os policiais passaram por um treinamento em Ji-Paraná, onde o sistema já funciona há pouco mais de um ano. Lá, a “Patrulha Maria da Penha” também iniciou com uma pequena estrutura, mas em virtude da crescente demanda de novos casos denunciados na Delegacia da Mulher do município, já conta com duas guarnições e mais policiais nas ruas.

Fonte:Folha do sul

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