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Soja: Mercado em Chicago testa leves ganhos nesta 3ª feira, mas segue no aguardo de novidades

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Nesta terça-feira (13), os preços da soja sobem levemente na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam pouco mais de 2 pontos entre as posições mais negociadas, com o janeiro/19 valendo US$ 8,85 por bushel.

A exceção era o novembro/18, que já sai da tela nos próximos dias, e o vencimento perdia 0,25 ponto, sendo cotado a US$ 8,71.

Segundo explicam analistas internacionais, a semana começou com baixo interesse especulativo, com os traders esperando, mais uma vez, por novidades que possam mexer com as cotações de forma mais intensa.

“A ARC acredita que nesta semana estes fundos irão alavancar as posições vendidas, que hoje somam 45mil contratos líquidos na soja. A reversão deste cenário demanda novidades positivas sobre o acordo comercial EUA-China”, dizem os analistas da ARC Mercosul.

As atenções, portanto, seguem voltadas para o próximo encontro do G20, que acontece na Argentina, no final do mês, e onde se encontram Donald Trump e Xi Jinping para uma nova rodada de discussões.

Nesta terça-feira, o mercado espera também pelos novos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre os embarques semanais de grãos norte-americanos, bem como do desenvolvimento da colheita no país, estas informações chegando, somente após o fechamento do mercado.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja fecha com leve baixa em Chicago, enquanto preços têm 2ª feira volátil no Brasil

Os preços da soja fecharam o dia no vermelho na Bolsa de Chicago. Na sessão desta seguinda-feira (12), as cotações trabalharam em campo negativo, mas sempre com tímidas baixas nos principais vencimentos. O novembro segue lutando para manter os US$ 8,70 por bushel, enquanto o maio/19 ainda opera na casa dos US$ 9,10.

“O mercado de grãos se viu em mais um dia sem novidades, pelo menos parte do USDA”, disse o analista do portal internacional Farm Futures, Bryce Knorr. Além disso, nesta segunda se comemorou nos EUA o Dia do Veterano e alguns serviços ficaram fechados nos EUA, o que também limitou o movimento e o volume de negócios neste início de semana no cenário internacional.

Entre eles, os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) dos embarques semanais foram adiados para esta terça-feira (13), o que deixou o mercado ainda mais sem referência.

Os traders permanecem divididos entre as expectativas sobre as reuniões entre China e Estados Unidos durante o próximo encontro do G20 que acontece na Argentina, a conclusão da colheita nos EUA e o avanço do plantio na América do Sul.

Segundo explicam analistas da ARC Mercosul, o governo americano tem buscado trabalhar na estruturação de um possível acordo com a nação asiática.

“O Mercado não espera que uma resolução concreta seja presente no curto-prazo, ou até mesmo no encontro presidencial programado para o fim do mês na Argentina. No entanto, será um fator de sustento especulativo caso novas reuniões para tratar deste assunto possam ser agendada no começo de 2019”, explica a consultoria.

Além disso, ainda de acordo com a ARC, Trump não gostaria de arrastar isso até 2020, “para que o tema não se torne parte de sua campanha política para a tentativa de reeleição”.

No paralelo, o mercado ainda sente também a pressão dos últimos números do USDA divulgados na última semana, em seu reporte mensal de oferta e demanda que trouxe uma baixa forte nas exportações americanas, ao passo em que aumentou consideravelmente os estoques finais norte-americanos para mais de 25 milhões de toneladas.

Mercado Nacional

No Brasil, os preços tiveram altas e baixas nesta segunda-feira no mercao disponível, no interior do país, e nos portos. Apesar da estabilidade de Chicago, o dólar, nesta primeira sessão da semana, subiu 0,55% para fechar com R$ 3,7567.

Como explicou a agência de notícias Reuters, “o feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos encolheu a liquidez local, com muitos investidores fora do mercado mesmo com as bolsas norte-americanas funcionando nesta sessão”.

E assim, enquanto algumas praças marcaram altas de até 6,15% para R$ 69,00, como Tangará da Serra/MT, e 4,62% em Campo Novo do Parecis/MT, para R$ 68,00, São Gabriel do Oeste/MS e o Oeste da Bahia, por exemplo perderam, respectivamente, 2,78% e 3,08% para R$ 70,00 e R$ 63,00 por saca.

Em Paranaguá, os preços subiram. O spot fechou com com R$ 85,00 por saca e alta de 1,19%, enquanto a safra nova teve alçta de 2,63% para R$ 78,00. No terminal de Rio Grande, por outro lado, baixa de 1,70% no disponível, para R$ 86,50, enquanto o dezembro perdeu 1,69% para R$ 87,50.

“O mercado da soja no Brasil nesta nova semana tende a ser de mais calmaria, porque os produtores estarão correndo para fechar o plantio em boa parte do país e menos interessados em negociar. Mesmo que tenhamos algum ajuste positivo, seguiremos com poucas ofertas, porque parte da soja existente está sendo deixada para negociar a frente e por valores maiores do que os atuais e tem parte que vai ser deixada para janeiro para rolar o faturamento para o novo ano fiscal”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Além disso, ainda segundo o executivo, na safra nova, os negócios deverão apresentar melhor ritmo na medida em que Chicago apresentar alguns ganhos mais consistentes, melhorando os patamares em dólares. “Mas, a comercialização ainda seguirá com o obstáculo do tabelamento dos fretes e os negócios, se houver, devem ser vinculados a transporte próprio e sem riscos jurídicos para compradores e vendedores”, diz o consultor.

Fonte: Notícias Agrícolas
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