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Visão de Fato

Opinião Jogo Aberto – 30 de Outubro de 2018

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Quem é a oposição?

Em raríssimos momentos de sua história o Brasil assistiu a eleições tão sui generis como as que tivemos agora. Um candidato que até há poucos meses era visto como rude, grosseiro, despreparado, improdutivo como deputado, por ter passado quase 30 anos na Câmara sem ter a autoria de meia dúzia de projetos aprovados, por nunca ter presidido sequer uma comissão temática, com uma biografia politicamente pobre e medíocre, agora é alçado à Presidência da República.

Foi eleito, como ele próprio grita e todos concordamos, sem dever nada a partidos políticos; nada às conhecidas empreiteiras que põem dinheiro em campanhas e tiram em obras superfaturadas; nada ao sistema financeiro, sempre generoso em seus aportes para depois viver feliz com as vantagens que consegue onde opera; nada à Igreja Católica nem a nenhuma das outras com suas múltiplas siglas; nada à grande, à média ou à pequena mídia, muito pelo contrário; nada ainda aos figurões dos partidos, sempre comodamente aboletados no comando de estatais, no Congresso ou no Palácio do Planalto, enfim, um fenômeno sem igual.

Um tsunami eleitoral que já conseguiu muito, se levarmos em conta a certeza de assistirmos à despedida, no próximo 1º de janeiro, de dezenas de governadores, cada um com sua trupe, e depois, em 1º de fevereiro, à de centenas de deputados federais, senadores, deputados estaduais, também com seus inúmeros assessores, porque não conseguiram manter seus mandatos, alguns poucos lamentavelmente e outros que se vão, em sua grande maioria, graças a Deus, com a robusta “impressão de que já vão tarde”. Se não fizer nada como presidente da República, Bolsonaro já pode se sentir agradecido por ter conseguido realizar sem querer essa monumental faxina no Executivo e no Legislativo, e isso será, até sua posse, o que temos para celebrar.

Não é somente Bolsonaro a oposição a esse Brasil que queremos esquecer; ele é e será, se cumprir o que prometeu, o instrumento político dela. Porque a oposição somos os esquecidos das obrigações genuínas do Estado, expressas, no mínimo, em saúde, educação, segurança e habitação. São os quase 15 milhões de desempregados, privados de seu trabalho por uma economia alicerçada no improviso e na falta de crédito e submetida à tributação espoliante. A oposição são as famílias desassistidas de segurança, sempre afrontadas pela criminalidade crescente que corrompe seus filhos e os torna escravos da droga e agentes de todos os tipos de violência. A oposição são os jovens, desiludidos pela falta de escola que lhes possibilite, por meio da educação, romper as amarras da desigualdade social. Enfim, a oposição somos todos nós, por sofrermos diretamente as consequências de governos irresponsáveis, criminosos, seja pelos efeitos da corrupção generalizada ou pela prática de todas as formas de desconstrução moral de um povo, como nunca vista em nossa história, impondo-nos assim a imensa miséria social em que se acha o Brasil de hoje.

Esperamos que com Bolsonaro dê certo. Estamos no início de uma longa caminhada; tenhamos fé e determinação. O Brasil precisa e não pode mais esperar.

 

Por Marco Aurélio

 

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