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Economia

PRESIDENTE ELEITO: Após eleição de Jair Bolsonaro, cotação do dólar cai 1,9%, a R$ 3,59

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Na última sexta-feira (26), o dólar fechou em queda de 1,31%, a R$ 3,655 na venda, o menor valor em cinco meses, desde 24 de maio (R$ 3,648)

No primeiro dia útil após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente, o dólar comercial operava em queda de 1,88%, vendido a R$ 3,587, por volta das 9h05. Apesar da redução expressiva nesta segunda-feira (29), a moeda ainda está distante da cotação considerada “ideal” para o equilíbrio da economia, que é de R$ 3,20 a R$ 3,30, segundo a FGV.

Na última sexta-feira (26), o dólar fechou em queda de 1,31%, a R$ 3,655 na venda, o menor valor em cinco meses, desde 24 de maio (R$ 3,648). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,95%, a 85.719,87 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Bolsonaro eleito

Investidores devem receber com otimismo a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência do Brasil, em meio a apostas de que a sua equipe econômica adotará uma agenda positiva para o país, mas a manutenção do ânimo dependerá de sinais claros sobre o comprometimento da nova administração.

Os ETFs (fundos de índices) do Brasil listados na Europa saltaram nesta segunda-feira após a eleição presidencial brasileira.

De acordo com estrategistas e gestores, os desafios são grandes, mas avaliam que o presidente eleito deve ter o benefício da dúvida em um primeiro momento, diante das expectativas de um governo a favor de reformas e liberal.

No primeiro discurso após derrotar o petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição, por 55,1% contra 44,9% dos votos válidos, Bolsonaro afirmou que seu governo será comprometido com a responsabilidade fiscal, ressaltando que o déficit público deve ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit.

“Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de emprego”, afirmou o presidente eleito.

Guedes aponta controle de gastos

Já anunciado como ministro do governo Bolsonaro, o economista Paulo Guedes afirmou na noite deste domingo (28) que é “factível” zerar o déficit fiscal em 2019, além de colocar a reforma da Previdência como prioridade.

“Nós vamos tentar. É factível, claro que é factível. Controle de gastos”, declarou, ao ser questionado se dava para resolver o problema no primeiro ano da gestão.

Dólar “ideal” considera equilíbrio da economia

O dólar “ideal” deveria estar hoje entre R$ 3,20 e R$ 3,30, segundo Emerson Marçal, coordenador do Centro de Economia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (Cemap/FGV), que realiza trimestralmente um estudo sobre a taxa de equilíbrio do câmbio.

A taxa de equilíbrio é uma cotação que não seja nem muito alta nem muito baixa, para não prejudicar nenhum setor. Os exportadores, por exemplo, precisam de dólar mais alto para os produtos brasileiros custarem menos no exterior. Por outro lado, se o dólar disparar, os produtos importados ficam muito caros e isso aumenta a inflação no Brasil.

Esse “dólar ideal” é calculado periodicamente e busca um equilíbrio nas contas externas. Essas contas incluem balança comercial (exportações e importações), trocas de serviços (como seguros internacionais e gastos de brasileiros em viagens ao exterior), remessas de lucros e dividendos, pagamentos da dívida externa e os investimentos estrangeiros no país.

Fonte: Rondônia ao Vivo

 

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