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Visão de Fato

Opinião Jogo Aberto – 09 de Outubro de 2018

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Brasil passado a limpo.

Isso é o que o brasileiro espera de quem for eleito no dia 28 de outubro. Há muito tempo, a disputa para a Presidência não despertava tanta atenção, tanta paixão nos brasileiros. Muitos quiseram caracterizar o embate como uma queda de braço entre direita e esquerda. Mas o desejo da população não atingia tal sofisticação. O presidenciável Jair Bolsonaro, independentemente de questões ideológicas, soube encarnar a indignação de milhões de eleitores que querem dar um basta na corrupção desenfreada dos governos comandados por Lula, que, por causa de um apartamento no Guarujá, foi parar numa cela de Curitiba.

Lula, mais do que se corromper em troca de apartamentos e sítios, como vem sendo provado pela operação Lava Jato, traiu a confiança e roubou a esperança do povo, e, por isso, sua liderança começa a ser enterrada nas urnas.

Bolsonaro, se mantida a tradição de se eleger o mais votado no primeiro turno, tem tudo para negociar com o Congresso, desde já, as reformas necessárias para serem votadas ainda em novembro.

Se Haddad for o eleito, certamente terá dificuldades para articular com o Congresso. Diante de tantos malfeitos de seu partido e de seu guru, faltará a ele autoridade moral para instituir alguma reforma. Foi exatamente por esse desgaste moral de quem vinha comandando o país que muita gente caiu nos braços de Bolsonaro. As denúncias de Palocci – que foi o todo-poderoso ministro da Fazenda de Lula – acabaram de enlamear o PT.

Mas que não se culpe apenas o PT. O povo está cansado de ver um Congresso corrupto e praticamente todo ele comprometido com velhas práticas de achegos, de distribuição de cargos e benesses em nome da governabilidade. Cansado também de assistir à atuação de um Judiciário modorrento, quase conivente com a corrupção por sua inaceitável demora em decidir e pela complacência com os corruptos.

A aposta em Bolsonaro foi um grito contra tudo de errado que fizeram com o país e um grito de esperança de que mudanças serão feitas para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento. Mudar essa aposta do eleitor não será tarefa fácil para Haddad. Tampouco será fácil para Bolsonaro ou Haddad implementar reformas, estabelecer novos parâmetros éticos de relacionamento político.

Uma vista-d’olhos na composição dos Legislativos federal e estaduais comprova o que dizia sempre o velho e sábio Ulysses Guimarães, o pai de nossa democracia: a renovação tem sempre o risco da piora. Lamentavelmente, é o que parece. Embora velhos caciques tenham sido defenestrados, não se pode dizer que melhoramos o nível de nossas Casas legislativas. Com muita boa vontade, podemos dizer que permanecemos iguais. Com o ceticismo que convém nesses casos, podemos dizer que pioramos. A expectativa é que tenhamos conseguido ganhos na seriedade e honestidade. Tomara. Mas não devemos perder de vista uma velha máxima política: o poder corrompe. Que os céus desmintam.

 

Por Marco Aurélio

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