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Pôr do Sol no rio Madeira é considerado um dos mais bonitos de Rondônia

A cor do Sol não é amarela e nem vermelha, como muitos pensam, é branca

Mesmo sentindo o desconforto gerado pelo ar mais seco e poluído enfrentado diariamente, o portovelhense e os visitantes têm o privilégio de contemplar, nessa época do ano, um lindo pôr do Sol, deslumbrante com sua cor avermelhada, difícil de encontrar durante todo o ano. A cor vermelha é considerada a cor que enaltece a alma, renova os sentimentos de alegria, fornece lindas imagens de fundo durante um belo passeio, e assim, é considerada a cor mais atraente. Nesse período, o pôr do Sol no rio Madeira é considerado um dos mais belos do Estado e atrai muitos turistas.

Para Patrícia Celestino, que nasceu em Porto Velho, o pôr do Sol no rio Madeira chama muito a sua atenção. “O pôr do Sol, além de belo, me traz paz, tranquilidade, renova meu dia, trazendo energias positivas. Além do mais o pôr do Sol, em contraste com as águas do rio Madeira, mostra uma beleza indescritível. Gosto de vir com amigos para tirar fotos e revelar ao mundo a beleza da minha cidade”, contou.

De acordo com professor de física do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), em Colorado do Oeste, Márcio Adolfo de Almeida, a cor do Sol não é amarela e nem vermelha, como muitos pensam, é branca. Segundo ele, o branco resulta da soma das sete cores do arco-íris, sendo essas cores em ordem decrescente de energia, temos o violeta, o azul, o anil, o verde, o amarelo, o alaranjado e o vermelho.

Segundo Márcio, no período da seca, os Estados da Região Norte, principalmente Rondônia, ficam cobertos pela densa fumaça das queimadas que se espalham pela vegetação seca. E essa interação das partículas de fumaça com a luz solar ressalta o alaranjado com tendência ao vermelho, cujo visual é mais acentuado no amanhecer e no entardecer.

“A cor alaranjada, com maior tendência para o vermelho do Sol, é comum devido existirem partículas poluentes na atmosfera. A atmosfera filtra os raios solares, separando suas tonalidades de acordo com a época e densidade de concentração dos fluídos existentes”, explicou o professor de física.

A variação da cor do Sol é mais visível ao amanhecer e ao entardecer, pois a partir do momento em que o Sol começa se afastar ou aproximar do horizonte, seja ele tanto leste como oeste, os raios de luz solar tendem a percorrer uma distância maior, desta vez, percorrendo horizontalmente toda a atmosfera para chegarem até nós.

“Nesse percurso, os raios luminosos atravessam as mais baixas camadas da atmosfera terrestre, e neste local, há a existência de poluições como partículas de fumaça incluindo os gases Monóxido de carbono [CO] e Dióxido de carbono [CO2] como também partículas de poeira”, disse Márcio Almeida.

O professor ainda informou que estes elementos, além de dispersarem a luz violeta, anil, verde e azul, eles também conseguem dispersar a luz amarela e laranja do Sol, mas a única cor do espectro que estas partículas não conseguem dispersar é justamente a luz vermelha. A nossa própria atmosfera, os gases, as partículas de poeira e poluições contidos nela são responsáveis pela variação da cor do Sol.

Segundo o professor Márcio Almeida, existem vários pôr do Sol em destaque em Rondônia. “Considerando as regiões em nosso Estado que possuem grandes rios, temos um pôr do Sol maravilhoso às margens dos rios Ji-Paraná, Guaporé e Madeira. Outro local é o Parque Urbano ou Parque da Cidade de Porto Velho, onde existe um mirante, que permite ver toda a cidade, além de proporcionar aos turistas o mais belo Pôr do Sol brasileiro”, relatou.

Fonte:Diário da Amazônia

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