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Política

‘Se apresentou alguém, que mal tem?’, diz filho de cunhado de Alckmin

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Adhemar Cesar Ribeiro foi apontado por delatores da Odebrecht como intermediador de repasses ilícitos de R$ 2 milhões à campanha do tucano.

 

O cunhado do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) Adhemar Cesar Ribeiro, 77, está “triste, magoado” com as acusações de que operou caixa dois para o tucano, diz seu filho Othon.

“Ele é um cara extremamente bem relacionado, foi banqueiro por 45 anos, conhecia todo mundo como qualquer outro empresário. Se eventualmente apresentou alguém, que mal tem? Nunca foi político nem se envolveu com isso”, disse Othon, que é sobrinho de Alckmin.

Adhemar, irmão de Lu Alckmin, ex-primeira-dama do estado, foi apontado por delatores da Odebrecht como intermediador de repasses ilícitos de R$ 2 milhões à campanha do tucano ao governo paulista em 2010. “Desconheço, mas te garanto que nunca houve nada”, rebate o filho dele.

Othon Cesar Ribeiro é presidente do consórcio Voa SP, que venceu licitação do governo paulista em 2017, quando Alckmin ainda estava à frente do estado, para gerir cinco aeroportos de aviação executiva no interior.

A concessão é investigada pelo Ministério Público por suspeita de favorecimento do tucano ao sobrinho. Othon nega qualquer vantagem.

“Deixa eu te falar uma coisa”, disse à reportagem em um dos aeroportos privatizados, o Campo dos Amarais, em Campinas (SP), na semana passada. “Eu sou empresário, tenho direito de fazer negócio. Tenho 36 primos-irmãos, como faz?”, protestou.

“Ninguém pode trabalhar porque, por um azar ou sorte, tem um parentesco político? Se eu dou certo, está errado. Não tive vantagem nenhuma. Pelo contrário, hoje em dia, se tem parentesco com político, você não tem nem linha de crédito com banco.”

Othon afirma não ter tido problemas por ser sobrinho do pré-candidato a presidente pelo PSDB, “mas também não agrega nada”. “Geraldo é um cara extremamente sério, nunca deu margem para ninguém”, afirmou.

Eles nunca se falaram sobre a licitação de aeroportos e esporadicamente se encontram, segundo o sobrinho. “Ele não tem tempo para a família. Viaja o tempo inteiro.”

A família da ex-primeira-dama se tornou pivô da maior polêmica em torno da pré-candidatura de Alckmin.

A investigação sobre suposto caixa dois, antes tocada pela Procuradoria-Geral da República, foi encaminhada à esfera eleitoral, tirando o tucano da mira imediata da Lava Jato.

“Os caras estão procurando problema, não vão achar, porque o cara [Alckmin] é extremamente sério e a gente também não fez nada de errado”, contestou o sobrinho.

“O fato de a gente sair nas notícias é muito triste. Meu pai nunca ganhou um tostão, nunca fez nada errado, e a mídia às vezes faz isso. Não sei se é a concorrência do Geraldo, não sou da política”, questionou.

Na tentativa de comprovar a falta de influência do tio nos negócios da família, Othon sustenta que eles perderam posses. “O nosso patrimônio encolheu, a gente tem dificuldade”, afirmou.

A mulher de Adhemar e mãe de Othon, Maria Paula, é filha de Paulo Abreu, ex-senador e ex-deputado pela Arena, partido de sustentação do regime militar. Abreu fundou o Grupo Nações em 1932, que começou como indústria têxtil e depois expandiu os negócios para outros setores.

Entre outras empresas, Maria Paula é proprietária da Wall Street Empreendimentos, do ramo imobiliário, cujo capital é de cerca de R$ 38 milhões. Abriu com o marido em 2016 um escritório compartilhado, chamado Youwork, com capital de R$ 100 mil, sendo 1% dele e o resto dela.

De acordo com Othon, a crise na economia brasileira se refletiu no patrimônio da família. “Nosso negócio é locação, 40% está vazio e o que sobrou tem que alugar por 40% a menos. Temos hoje 30% da renda que tínhamos quatro, cinco anos atrás”, disse.

A gestão de Othon à frente dos cinco aeroportos -Jundiaí, Bragança Paulista, Itanhaém, Ubatuba e Campinas- é questionada na Justiça. Há quatro ações que contestam aumento na cobrança de porcentagem em cima do litro de combustível vendido nos aeroportos. Ele diz que vai renegociar com os fornecedores.

A suspeita de favorecimento na licitação, para ele, é infundada. “Lógico que não houve benefícios. Pagamos o dobro [R$ 24 milhões]. [A concorrente] Gran Petro pagou R$ 12 milhões, foi desclassificada porque errou na documentação”.

Como revelado pela revista Época, a Voa usou terceiros para contestar uma licitação anterior da qual não participara. “Foi uma decisão estratégica”, disse Othon. “Para que a gente vai dizer que estava participando?”.

Há outra apuração em curso no Ministério Público sobre hangares de Ohton, não vinculados à Voa SP, no aeroporto de Jundiaí, hoje sob gestão do consórcio que ele preside.

Os seus dois contratos são considerados mais vantajosos que a média porque a duração permite amortizar todo o investimento feito. Outros arrendatários disputam na Justiça para conseguir o mesmo.

Othon é acusado de conflito de interesses por não ter avisado que trabalhava para a Voa quando ainda era presidente da associação de concessionários do aeroporto de Jundiaí. “A gente sempre conversou abertamente. Sempre ajudei muito o aeroporto.”

Fonte: noticias ao minuto

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