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Visão de Fato

Opinião Jogo Aberto – 27 de Abril de 2018

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Os donos do poder e o paraíso proletário.

Foi preciso adentrar a segunda década do século XXI para vermos o início de uma possível derrocada das velhas e carcomidas oligarquias políticas que infelicitam a nação. Digo possível porque chegamos algumas décadas atrasados, inclusive no plano ideológico, a uma complexa conjuntura política e econômica mundial, que conspira contra conquistas democráticas significativas.

Tal complexidade deve-se, entre outros fatores, à reviravolta promovida pela revolução tecnológica informacional, pelas formas de produção poupadoras de mão de obra, pela internacionalização dos fluxos de capital, pelo diferencial de competitividade econômica entre nações e pela difusão de todo tipo de atividades criminosas como alternativa de inserção na economia mundial.

O resultado desses processos é a crescente participação do crime organizado nas instituições políticas e sociais brasileiras sob os auspícios de oligarquias corruptas e governos de esquerda que, pelo visto, apostaram no vale-tudo para alcançar seus objetivos, seja o da implantação do socialismo, seja o do enriquecimento pessoal.

Dizem que a sociedade brasileira está política e ideologicamente polarizada. Eu prefiro dizer que está fragmentada, tal a desconfiança em tudo e em todos; tal a incompreensão do que vem a ser democracia; tais as barbaridades que se cometem em seu nome; tal o autoritarismo de manifestações à direita e à esquerda do espectro político-ideológico nacional.

Se, de um lado, se afirma que bandido bom é bandido morto, e que direitos humanos não passam de direitos dos “manos”, por outro, uma senadora da República dá entrevista a uma rede de televisão estrangeira que soa como um apelo ao apoio de radicais islâmicos, enquanto um deputado do mesmo partido diz ter aliados no Supremo Tribunal Federal.

Não há polarização, há, sim, radicalização de grupos minoritários à esquerda e à direita que se arvoram a falar em nome de uma maioria mais ou menos silenciosa, tendencialmente de centro, que, pelo andar da carruagem, corre o risco de se ver traída, mais uma vez, pelos antigos donos do poder e pelos arautos do paraíso proletário.

Mas esse fenômeno não é exclusividade nacional. Atinge toda a América Latina, em franco processo de regressão populista, desta feita ao populismo bolivariano, que, na prática, combina discurso anticapitalista e anti-imperialista, incompetência, corrupção, repressão política e acordos com as narcoguerrilhas.

A esta altura, não devem ser de todo descartáveis as teorias mais ou menos conspiratórias de correntes conservadoras que veem esse processo como resultado de manobras de potências estrangeiras não democráticas que, com o apoio de movimentos políticos antiocidentais e anticapitalistas autóctones, procuram garantir acesso a recursos naturais e expandir sua esfera de influência no plano internacional.

Por Marco Aurelio

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