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Visão de Fato

Opinião Jogo Aberto – 19 de Abril de 2018

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Fator Marina.

Dentre os vários cenários que podem ser avaliados nesta sucessão presidencial, poucos têm levado em conta o peso que Marina Silva pode ter na disputa. A política tem dessas coisas. Enquanto muitos esperam uma vitória avassaladora da direita, dependendo do cenário, uma vitória da esquerda não pode deixar de ser também considerada. Explico.

“É preciso que os partidos de centro se unam para evitar entregar a eleição para o PT, Ciro ou Marina”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Ele tem razão. Com o petismo abalado com a iminente prisão de Lula e a Lava Jato batendo às portas de Jaques Wagner, resta ao partido ir para a disputa com Fernando Haddad, que sequer conquistou sua reeleição na capital paulista, atropelado por João Doria.

Fato é que a disparada de Bolsonaro torna a eleição deste ano peculiar. A tendência é uma disputa pela segunda vaga para o turno seguinte em certo grau de equilíbrio. Poderemos ver candidatos como Alvaro Dias, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e até Fernando Haddad variarem entre 8% e 15%, sem disparar. Qualquer um deles poderia chegar, em tese, ao segundo turno para uma disputa frente a frente com Bolsonaro.

A leitura básica é que o candidato da direita está mais para Marine Le Pen do que para Donald Trump, portanto, seria o nome a ser batido no segundo turno. Isto torna a disputa pela segunda vaga algo precioso e que precisa ser muito bem avaliado em um cenário tão aberto como vemos hoje. Neste ponto torna-se importante avaliar o fator Marina, que transita com facilidade entre parcelas diferentes do eleitorado e pode conseguir, assim, a tão desejada vaga no segundo turno.

A ausência de Lula na disputa também ajuda Marina. Ela passa a encarnar a história de superação vendida pelo petista. Sua trajetória tem aderência com esse eleitorado. Além disso, transita entre evangélicos, hipsters, ambientalistas e banqueiros. Em 2010 levou 19,33% dos votos e em 2014, 21,32%. Se mantiver essa média ou mesmo se perder alguns votos, está garantida no segundo turno. Uma nova eleição que confronte Marina e Bolsonaro seria vendida como uma batalha do bem contra o mal. O resultado é fácil de prever.

Vista como outsider pelos eleitores, se encaixa no desejo de renovação emanado das ruas. Assim, até o momento, a pré-candidata pela Rede se manteve afastada dos debates que envolvem os outros postulantes. Espera a hora certa de entrar na disputa e tende a passar ao largo das polêmicas, apenas conservando o eleitorado que pode jogar seu nome para o segundo turno.

Não subestimem o potencial de Marina. Herdeira de parte dos votos de Lula e com trânsito em diferentes frentes, de forma estratégica e quase discreta, pode chegar ao segundo turno. Se emplacar, estará com a mão na taça. Se um cenário destes se confirmar, poderia perder apenas para si mesma.

Por Marco Aurelio

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