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Senado aprova acordo que acaba com limite de voos entre Brasil e EUA

Proposta ainda precisa ser ratificada pelo presidente Michel Temer para entrar em vigor.

 

O Senado aprovou nesta terça-feira o acordo de céus abertos firmado entre o Brasil e os Estados Unidos. Com ele, não haverá mais limites de voos entre os dois países e cada companhia aérea poderá operar quantas frequências quiser, sem autorização prévia, de acordo com a capacidade dos aeroportos.

Atualmente, o teto são de 301 frequências por semana para ambos os países. Como o texto já passou pela Câmara, vai agora à promulgação, quando passa a ter validade.

Os céus abertos entre Brasil e Estados Unidos receberam a aprovação final do Congresso Nacional quase sete anos depois de o acordo ter sido assinado pelos governos dos dois países. O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado.

O acordo foi assinado em 2011, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e estava parado desde então. No ano passado, um grupo de empresas aéreas, agências de viagens e outras instituições criaram o Movimento Céus Abertos, para pressionar o Congresso a aprovar a medida.

Para o movimento, a aprovação do acordo “colabora para fortalecer a competição entre as companhias aéreas, que podem abrir voos para cidades ainda não atendidas, oferecer melhores horários e conexões, expandir e fortalecer o transporte de carga e ainda aumentar a oferta de empregos nas indústrias de aviação e turismo”.

A mobilização é liderada pela Latam e pela American Airlines, que têm um acordo para expandir suas redes de voos, aumentar destinos e melhor a conectividade entre elas.

Entre as empresas, a maior oposição vinha da Azul, segundo executivos do setor. A empresa alegava que as companhias brasileiras não vão conseguir competir em igualdade de condições com as americanas. Em nota divulgada nesta terça-feira, informou que “reconhece a aprovação” do acordo e comunicou que irá “trabalhar em conjunto com suas companhias parceiras”.

Em nota, a Latam comemorou a aprovação e considerou que o acordo promove maior competição entre as empresas aéreas e um mercado de aviação mais moderno.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) não quis comentar.

Fonte:Oglobo

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