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OPINIÃO JOGO ABERTO: 02/03/2018

Cedo para comemorar.

O ministro Henrique Meirelles está comemorando. Disse que o crescimento de 1% do PIB em 2017 foi um “avanço enorme”. Certamente, mais do que ninguém, ele deve ter motivos para isso, depois que pegou a economia brasileira praticamente no chão.

Foram dois anos de recessão. Os governos passados abusaram da irresponsabilidade fiscal, gastando o que o país tinha e não tinha. Só faltou emitir papel-moeda e elevar a inflação a patamares que o Brasil só conheceu no governo Sarney.

O índice registra o fim da recessão. Comparado com os números de 33 países, o PIB do Brasil é o penúltimo da lista. Só a Nigéria cresceu menos. Todos os demais países, a China à frente, cresceram mais. É uma situação que não deveria merecer comemoração.

O crescimento foi puxado pela agropecuária, com alta de 13%. Os serviços subiram apenas 0,3%. A indústria parou de cair, ajudada por setores como o de automóveis e a atividade extrativa. A inflação baixa e a queda nos juros inflaram o consumo das famílias.

É pouco. Os prejuízos permanecem. Com a retração do investimento público, a construção civil experimentou queda pelo quarto ano seguido. Depois de três anos em declínio, o investimento atingiu o menor índice da série iniciada em 1996: 15,6% do PIB.

Mas onde se registrou o maior dano foi no mercado de trabalho. A crise extinguiu 3 milhões de empregos formais. Doze milhões de pessoas procuram vagas. Isso é o dobro de desempregados que o país tinha em 2014. Novos empregos, só na atividade informal.

A capacidade de produção do país regrediu à de oito anos atrás, 2011. Espera-se que, a partir de agora, se inicie um círculo virtuoso. A expectativa é crescer o dobro neste ano, talvez 3%. Mas, ainda assim, estaremos correndo atrás do prejuízo, buscando a recuperação.

A meta é a sustentabilidade. Sem investimento, a recuperação não se sustenta. Mas para isso é preciso eliminar o rombo nas contas públicas.

Fonte: Por Marco Aurelio

 

 

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