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OPINIÃO JOGO ABERTO: 10/11/2017

Estatismo, corrupção e utopias regressivas.

É possível, que a superação da atual crise política dificilmente será alcançada por partidos políticos manchados pelo fisiologismo, pela corrupção, pelas fraturas internas ou pelas utopias regressivas. possível, também, que, se esperança existe, ela estaria num eventual acordo suprapartidário entre parlamentares cujo espírito público fosse capaz de se sobrepor a divergências ideológicas e a ambições pessoais. Infelizmente, a proximidade das eleições presidenciais – que em países sérios não impede o normal funcionamento dos Parlamentos –isso só contribui para acirrar os ânimos e postergar reformas urgentes. O risco é que tudo permaneça como está.

Temos lido e ouvido barbaridades na mídia e nas redes sociais sobre o caos político e social em que estamos nos chafurdando. As utopias regressivas são claramente expostas nos discursos dos dois primeiros colocados na prematura corrida presidencial: a primeira, cleptobolivariana, e a segunda de extrema direita. Podemos afirmar que se, por uma infelicidade, tiver de escolher entre uma delas, ficarei com a segunda, já que a primeira provou, em seus 13 fatídicos anos de governo, que veio para deixar a terra arrasada.

Estamos torcendo por uma autêntica solução de centro, livre dos penduricalhos antidemocráticos do foro privilegiado, do voto obrigatório, dos partidos de aluguel, do crime organizado e da imoralidade que é a nomeação para altos cargos administrativos de parlamentares que não foram eleitos senão para legislar e supervisionar o Poder Executivo.

É desanimador verificar que, na lista de possíveis candidatos à Presidência da República, raros são aqueles que podem firmar-se como candidatos de centro com claras chances de vitória. O mais notório deles encontra-se em quarto lugar nas pesquisas, enquanto uns poucos, com trajetórias políticas respeitáveis, oscilam entre 1% e 3% da preferência dos eleitores. É obvio que esse panorama tende a mudar, mas é grande o risco de que as próximas eleições não contribuam para a consolidação da ordem democrática no país.

Entre as muitas aberrações difundidas pelos meios de comunicação encontram-se inflamados discursos de parlamentares sob a mira da Justiça que, por conveniência, bajulam a esquerda, condenam a privatização de empresas estatais e atacam os procuradores da Lava Jato. Contraditoriamente, a direita, que em princípio defende a livre empresa e condena a corrupção nas instituições públicas, também manifesta seu nacionalismo na defesa intransigente das empresas estatais.

Concluímos então …“Imagine-se (…) que não existisse Petrobras, ou que ela não fosse propriedade do Estado. Ninguém teria roubado nada do público, da mesma forma que não houve mais roubo na fabricação do aço depois que o governo parou de fabricar aço, ou nos bancos estaduais depois que acabaram os bancos estaduais. Enfim: acabe-se a licença, e você não poderá mais vender a licença”.

Fonte: Por Marco Aurelio

 

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