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Política

Defesa diz que procurador fez ‘terrorismo’ sobre senador Aécio Neve

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Advogado do senador rebateu as declarações do procurador da Lava Jato.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves (PSDB-MG), classificou como “bobagem”, “leviandade” e “terrorismo punitivo” a crítica do procurador Deltan Dallagnol à decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a volta do tucano ao exercício do mandato.

O site Congresso em Foco recebeu uma nota de Toron, no qual o advogado rebate a afirmação de Dallagnol de que, no Senado, Aécio poderá articular o fim da Lava Jato.

“Ou esta operação é muito fraca ou, na fantasia do procurador, o senador é muito forte. Nem uma coisa e nem outra”, diz a defesa de Aécio.

No Twitter, Dallagnol se disse preocupado com a decisão de Marco Aurélio. “Havia razões para estar preso, mas influenciará leis que governam nosso país. Livre inclusive para articular o fim da Lava Jato e anistia”, escreveu o procurador.

Toron diz na nota que a declaração de Dallagnol parece desespero e “argumentos de terror” para deslegitimar uma decisão do STF.

O advogado afirma ainda que Aécio não legisla sozinho e que sempre se posicionou favoravelmente à Lava Jato e das prerrogativas do Ministério Público garantidas pela Constituição de 1988.

“Portanto, era melhor pensar antes de falar bobagem. Melhor, ainda, seria ler a decisão do ministro na íntegra e perceber que, se temos Constituição, ela deve ser cumprida. O mais pertence a um tipo de terrorismo punitivo que mais se compadece com o fascismo do que com a democracia”, afirma Toron em relação à declaração de Dallagnol.

Leia a íntegra da nota do advogado Alberto Zacharias Toron:

“Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal exarada pelo ministro Marco Aurélio, o senhor Deltan Dallagnol, procurador da República de primeira instância, se desespera e proclama que o senador Aécio Neves poderá ‘acabar’ com a Lava Jato. Ou esta operação é muito fraca ou, na fantasia do procurador, o senador é muito forte. Nem uma coisa e nem outra!

De saída, vê-se que se lançam argumentos de terror para deslegitimar uma decisão do STF e, o que é pior, vinda de alguém que deveria ter maior recato pela posição que ocupa. Mais grave, todavia, é a leviandade da fala. O incensado procurador da República sabe que a Lava Jato não acabará com a volta do senador Aécio às suas atividades legislativas. Se tivesse lido a decisão do ministro, veria, ou aprenderia, que o Senado é composto por mais de 80 senadores, os quais deliberam coletivamente. Foi o senador Aécio, aliás, quem articulou proposta do procurador-geral da República e do juiz Sérgio Moro para tirar do projeto da necessária Lei de Abuso de Autoridade o denominado crime de hermenêutica. No mais, a votação do aludido projeto foi unânime na CCJ.

Não custa lembrar que foi o senador Aécio que, como constituinte, ajudou a criar o novo Ministério Público com os poderes de que hoje dispõe, e foi o mesmo senador Aécio que, como presidente do PSDB, por inúmeras vezes se posicionou pelo fortalecimento e aprofundamento da Lava Jato.

Portanto, era melhor pensar antes de falar bobagem. Melhor, ainda, seria ler a decisão do ministro na íntegra e perceber que, se temos Constituição, ela deve ser cumprida. O mais pertence a um tipo de terrorismo punitivo que mais se compadece com o fascismo do que com a democracia. Alberto Zacharias Toron, advogado”.

Fonte : noticias ao minuto

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