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por Marco Aurélio

OPINIÃO JOGO ABERTO: 18/01/2017

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Apesar das medidas acauteladoras tomadas pelas autoridades estaduais, a crise penitenciária que grassa no país, como não poderia deixar de ser, se ampliou e chegou a Minas, felizmente sem a virulência de outros Estados.

Na noite dessa segunda-feira (16), na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo horizonte, os presos também se rebelaram, queimando colchões e depredando instalações. Nove pessoas ficaram feridas.

Nenhum detento foi morto, e também não houve fugas. Eles reclamaram de maus-tratos da direção do presídio, pedindo a volta do administrador anterior. O atual diretor endureceu as regras e acabou com as regalias.

Como é comum, a penitenciária tem excesso de lotação. Sua capacidade é de 1.163 indivíduos. Em março do ano passado, quando a Justiça impediu-a de receber novos detentos, tinha o dobro de sua capacidade.

Um quarto desse contingente é constituído de presos provisórios, que, dependendo da avaliação da Justiça, poderiam estar cumprindo suas penas sob regime que não o privativo de liberdade, que no Brasil é a regra.

Num vídeo gravado pelos presos, um detento afirma: “Nóis é o lixo da sociedade”. Até recentemente, eles contavam apenas com a imprensa para denunciar as condições desumanas de seu encarceramento.

Hoje, graças à tecnologia, eles próprios já podem dar detalhes do infortúnio que é cair numa prisão brasileira, apesar de isso pouco sensibilizar a sociedade e os governantes. Em algum lugar, porém, os fatos ecoam.

O mundo civilizado está alarmado com a centena de mortes agora ocorridas em presídios brasileiros. Atribuídas ao crime organizado, elas denunciam uma situação-limite, prestes a extravasar para o exterior.

As autoridades não estão sabendo lidar com a situação, esperando que os ânimos se acalmem até uma próxima explosão, que virá, com certeza, em grau de violência muito maior, envolvendo a todos, sem exceção.

por Marco Aurélio 

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