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Manifestantes fecham BR-364 nesta quarta, 26, em Jaci-Paraná

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Mães pedem ônibus escolares para filhos que estão há 1 mês sem estudar.
MAB reivindica negociações com Usina de Santo Antônio.

Cerca de 200 manifestantes fecharam a BR-364 próximo a Jaci-Paraná, distrito distante 110 quilômetros de Porto Velho, nesta quarta-feira (26) desde às 5h. Mães protestam contra a falta de ônibus escolares para os filhos, que estão há 30 dias sem conseguirem frequentar a escola. Militantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) pedem uma reunião com o Governo Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Usina hidrelétrica de Santo Antônio para esclarecimentos sobre diversas pautas.

Segundo Sineide Silva, uma das mães que protestam, já é a quarta vez este ano que o filho fica sem ir à escola devido a falta de transporte. De acordo com ela, a escola em que o filho de 11 anos estuda está fechada desde que o ônibus escolar parou de funcionar.

“Ele terá o ano letivo comprometido, a escola já ficou fechada quatro vezes, nem os professores que vêm de Porto Velho tem transporte. Fora que dezembro está quase chegando e ele estará estudando”, desabafa Sineide.

A secretária da Secretaria Municiapal de Educação (Semed), Francisca Chaga, informou que o transporte escolar deve voltar em breve. “Ontem a Secretaria da Fazenda depositou o pagamento das três empresas que fornecem o transporte coletivo nas zonas rurais, então até segunda (31) ele deve voltar”, explica. Segundo Chaga, o problema ocorreu porque o Estado não teria repassado a verba para pagamento dos transportes até a data esperada.

MAB também interditou a BR e solciita negociações com o Ibama e a Usina Hidrelétrica Santo Antônio Energia (Foto: MAB/Divulgação)MAB também interditou a BR e solciita negociações com o Ibama e a Usina Hidrelétrica Santo Antônio Energia (Foto: MAB/Divulgação)

Manifestantes do MAB
Na mesma manifestação, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) reivindicam esclarecimentos sobre o aumento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio.

A militante Flavia Nascimento explicou que nenhum representante da Usina Hidrelétrica Santo Antônio Energia ou do Ibama informou como será resolvida a situação da população atingida que ainda não foi remanejada, reassentada ou indenizada pela hidrelétrica.

“Essa situação é um descaso, existem muitas pessoas que estão sem casas. Queremos uma resposta e só sairemos daqui se algum representante se pronunciar sobre o assunto”, informou Flavia.

A manifestação é pacífica e por tempo indeterminado. “As ambulâncias ou carro que contém doentes estão passando, mas fora isso ninguém mais passa”, concluiu Flavia.

O Ibama informou ao G1 por telefone que ainda não foi comunicado sobre o protesto e portanto não há como se manifestar sobre o assunto.

A assessoria de comunicação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio Energia informou que a empresa desconhece a informação sobre a manifestação e que o MAB não encontrou em contato com a instituição.

Fonte: G1

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