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Política

‘1ª juíza negra’ diz ter sido convidada para integrar governo Temer

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Luislinda Valois é a primeira negra a exercer magistratura, segundo TJ-BA.
Magistrada afirma ter recebido proposta para assumir Igualdade Racial.

Desembargadora aposentada Luislinda Valois (Foto: Divulgação)

Desembargadora aposentada Luislinda Valois
(Foto: Divulgação)

A desembargadora aposentada Luislinda Valois (PSDB-BA) afirmou ao G1, na tarde desta sexta-feira (10), que recebeu o convite do presidente em exercício, Michel Temer, para assumir a secretaria de Promoção da Igualdade Racial. “O convite foi feito, mas ainda vou decidir com a minha família”, afirma. A magistrada não definiu um prazo para decisão.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Justiça, responsável pela secretaria de Promoção da Igualdade Racial, informou que não comenta indicações ou nomeações que não estejam oficializadas.

Hoje integrada à estrutura do Ministério da Justiça, a secretaria pertencia ao Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos no governo Dilma Roussef. A pasta foi extinta após a reforma ministerial realizada por Michel Temer.

O Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos foi criado por Dilma em outubro de 2015 após redução ministerial. A pasta fundiu três secretarias que, até então, tinham status de ministério: Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Racial.

Após a posse do presidente em exercício, a ausência de mulheres e negros nos cargos de primeiro e segundo escalão foi criticada por ativistas e políticos. Após as queixas, o presidente em exercício nomeou a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Flávia Piovesan para chefiar a Secretaria de Direitos Humanos e a ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) para comandar a nova Secretaria de Políticas para Mulheres. Além disso,Maria Silvia Bastos Marques foi empossada como a nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Perfil
Filiada ao PSDB, Luislinda Valois é considerada a primeira juíza negra do Brasil. Conforme informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Valois foi professora do Colégio Militar no Paraná, advogada militante do Estado da Bahia e procuradora do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER) antes de ingressar na magistratura.

Aprovada em concurso público, entrou  na magistratura em 1984, quando foi designada para a comarca de Paramirim (BA). Desde então, jurisdicionou em 17 comarcas do Estado. EmSalvador, atuou em mais de 28 unidades judiciais e extra-judiciais.

Em dezembro de 2011, em sessão plenária extraordinária do Tribunal de Justiça, a juíza foi promovida, pelo critério de antiguidade, ao cargo de desembargadora. No ano seguinte, já aposentada, Luislinda Dias de Valois Santos tomou posse na Academia de Letras José de Alencar, em Curitiba, no Paraná, ocupando a Cadeira nº 6. Além disso, recebeu o título de embaixadora da paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012.

Fonte: G1

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