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Perícia mostra que tiros não partiram de carro furtado por menino de 10 anos

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O caso envolvendo o menino Ítalo, de 10 anos, morto com um tiro na cabeça por policiais militares na quinta-feira (2), em São Paulo, após furtar um carro, pode ter sido diferente da versão contada pela PM. De acordo com informações do G1, peritos que apuram a morte do garoto afirmaram que a cena do crime foi alterada. Pelos primeiros resultados, não há indícios de que tenham sido feitos disparos de dentro do carro que o menino dirigia.

A versão da polícia dizia que os policiais atiraram para revidar tiros que teriam sido disparados pelos ocupantes do carro, o menino de 10 anos e outro de 11 anos. A reportagem afirma que, segundo a perícia, o carro roubado pelos meninos estava revirado e o corpo do garoto baleado havia sido mexido. A arma que um deles teria usado para atirar nos policiais não estava no local, pois foi recolhida pela PM e levada ao Departamento de Homicídios.
 
A testemunha que inicialmente disse ter ouvido disparos vindos do carro do menino acabou mudando a versão por não ter certeza de onde partiram os tiros. O advogado, que mora no Morumbi, perto do local onde os meninos bateram o carro, foi ouvido durante quatro horas e disse que não sabe de que lado partiram os tiros que ouviu.
 
O garoto de 11 anos que acompanhava Ítalo inicialmente disse em depoimento que o colega havia atirado, mas, posteriormente, contou que foi ameaçado pelos policiais e obrigado a dar essa versão. Acompanhado por uma psicóloga, ele afirmou na Corregedoria da PM que ele e Ítalo não estavam armados e que o revólver calibre 38 havia sido “plantado” pelos policiais na cena do crime.
 
Mãe disse que filho não tinha arma
 
Na terça-feira (7), familiares do menino de dez anos morto pela Polícia Militar após furtar um carro juntamente com o amigo de 11 em um condomínio na Vila Andrade, na zona sul de São Paulo, afirmaram em depoimento no DHPP (Departamento de Proteção à Pessoa) que o menino não tinha arma, não sabia atirar nem dirigir.
 
Tio da criança, Alex Jesus Siqueira contou que cuidava do garoto com a ajuda da avó, enquanto a mãe e o pai não estavam em casa. Ele afirmou desconhecer o fato de o menino andar armado e dirigir. Siqueira é irmão do pai da criança, que está preso por tráfico de drogas e associação criminosa.
 
A mãe do garoto, Cintia Francelino, 29, foi a primeira a ser ouvida no DHPP. Além de reafirmar que nunca viu o filho armado e ressaltar que ele não sabia dirigir, criticou a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Ela afirmou que só ficou sabendo da morte do filho por volta das 23h40, quase cinco horas depois do fato, graças aos pais do menino que sobreviveu.
 
Fonte: Bol (Com informações de G1 e Estadão Conteúdo)
 

 

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