“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça nesta semana para pedir que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspenda imediatamente o abate de búfalos invasores que vivem em três reservas ambientais de Rondônia.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>Os abates fazem parte de um projeto experimental que busca elaborar um plano de erradicação de cerca de 5 mil animais selvagens. No entanto, o MPF alega que o ICMBio não comunicou previamente a Justiça sobre a ação e não apresentou o plano de controle exigido judicialmente.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>➡️ Contexto:Em 2025, o MPF moveu uma Ação Civil Pública para obrigar o ICMBio e o Estado de Rondônia a implementar medidas urgentes de controle do búfalo asiático.O órgão pede também uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos, a ser destinada a ações de reflorestamento em unidades de conservação estaduais e federais em Rondônia.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>O processo tramita na 2ª Vara Federal Cível e Criminal Seção Judiciária de Ji-Paraná (RO). Na petição recente, o MPF exige que o abate seja suspenso até que seja realizada a consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais afetadas e que o plano definitivo de controle e erradicação seja formalmente apresentado e apreciado pela Justiça.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>O ICMBio informou aog1que está cumprindo uma decisão judicial, tanto na elaboração quanto na execução do Plano de Erradicação.Segundo o órgão, a pesquisa em andamento tem justamente o objetivo de subsidiar a composição dos processos que integrarão esse plano.
Búfalos são abatidos no projeto piloto do ICMBio em Rondônia — Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica
Objetivos
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>O objetivo do projeto piloto é testar o método de erradicação para que seja mais eficiente, mais seguro para as equipes e causar o menor sofrimento possível aos animais. O abate é feito por controladores de fauna, especializados e armados com rifles.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>A expectativa é que aproximadamente 500 animais sejam mortos no primeiro momento. A partir disso, os pesquisadores e demais pessoas envolvidas pretendem descobrir, entre outros pontos:
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Avaliar a capacidade diária de redução de animais;
observar o comportamento dos búfalos e as condições ambientais que interferem na operação;
mapear desafios logísticos e operacionais para melhoria do planejamento, incluindo equipes, rotas, equipamentos e estratégias de abordagem.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>Todas essas características serão usadas para embasar uma estratégia aprimorada para erradicar totalmente os animais da região.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>Além disso, uma equipe da Universidade Federal de Rondônia (Unir) está em campo para coletar a maior quantidade possível de material biológico (órgãos, tecidos, amostras sanguíneas ou outras estruturas) de animais abatidos para subsidiar estudos.
Por que os búfalos estão sendo abatidos?
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>➡️Como não são nativos do Brasil, os búfalos não possuem predadores naturais. Soltos e se reproduzindo sem controle, provocam graves impactos, como a extinção de espécies da fauna e da flora nativas e a alteração no curso dos campos naturalmente alagados, que fazem parte da biodiversidade local.
Búfalos selvagens em Rondônia — Foto: Arte g1
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>De acordo com o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, a erradicação dos búfalos é, no momento, a única alternativa viável para resolver a questão. Como a região é isolada e de difícil acesso, não existe logística possível para retirar os animais vivos ou mortos. Além disso, como se desenvolve sem controle sanitário, a carne não pode ser aproveitada.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>📍Atualmente, os animais vivem entre a Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras e a Reserva de Fauna (Refau) Pau D’Óleo, no oeste de Rondônia, uma região de encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>🔎As reservas biológicas são uma categoria de proteção ambiental mais restritiva em Rondônia.As únicas atividades permitidas nessas áreas são a educação ambiental e pesquisas científicas. No entanto, algumas famílias ainda vivem nesses locais, pois já residiam ali antes da criação das unidades de conservação.
“Link no Texto” data-track-links data-mrf-recirculação=”Matéria – Links no Texto”>“É um ambiente único, com várias espécies endêmicas [nativas] e a presença do búfalo vai levar à extinção de várias delas. Algumas espécies que as pessoas só têm registros aqui, são residentes ou migratórias”, explica o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.
Analista do ICMBio mostra onde deveria estar o solo compactado por búfalos em Rondônia — Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica
Atualmente vivem mais de 4 mil búfalos selvagens na região do Vale do Guaporé — Foto: Acervo NGI Cautário-Guaporé
Mais de 4 mil búfalos selvagens vivem sem monitoramento e degradando Reservas Ambientais há mais de 50 anos em Rondônia — Foto: AFP Photo/Tony Karumba
Búfalos selvagens que vivem sem monitoramento causam alterações nas reservas ambientais — Foto: Acervo NGI Cautário-Guaporé