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Saúde

Saiba como ajudar pessoas que sofrem de transtornos mentais na pandemia

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Passados mais de oito meses de pandemia no Brasil, todos estão tentando retomar a rotina com muito cuidado. Mas ainda é cedo para dizer que tudo será como antes. A pandemia afetou, e muito, o psicológico das pessoas. Muitas, que já tinham neuroses existentes, maximizaram seu estado e outras, que não possuíam neuroses aparentes, desenvolveram algumas como medo, angústia, ansiedade, tristeza, insegurança, entre outras.

Neste momento de pandemia pudemos perceber que as pessoas, de maneira geral, apresentaram todo o tipo de neuroses com piora importante do quadro geral. Se um familiar ou mesmo um amigo teve o psicológico afetado durante a pandemia, é importante ficar de olho, pois o quadro pode sempre apresentar recaídas e desestabilizar toda a família “, ressalta a psicóloga Cristina Navalon.

A simples ansiedade pode se tornar generalizada, segundo Navalon. E a depressão se tornar depressão maior. “Em pacientes com esquizofrenia estabilizada, pode ocorrer a evolução para um surto psicótico, quando houver disponibilidade genética. E para quem tem diagnóstico de bipolaridade (tanto no ciclo de depressão quanto no de euforia), agravar também para um quadro psicótico”.

O mais importante é manter o paciente com acompanhamento psiquiátrico, médico e psicológico. Mesmo com a quarentena, vários profissionais estão atendendo de forma remota.

Segue algumas dicas da psicóloga Cristina Navalon para ajudar as famílias a passarem por este momento. Lembrando sempre que, para quem sofre de transtornos mentais, é essencial a ajuda de parentes e amigos.

Fique atento: é sempre importante ficar de olho em pacientes que tenham algum quadro psiquiátrico. Fique atento a sinais de piora.

Acolhimento: sempre que for preciso, acolha as suas dores emocionais sem julgamentos.

Dor: a dor das neuroses é algo que não é físico, mas, mesmo assim, é uma dor insuportável. Então não desvalorize e não negue o que ele está sentindo.

Sinais de piora: esteja sempre atento ao seu comportamento e a qualquer sinal de piora, busque ajuda profissional.

Calma: em situações como essa, tente se manter o mais calmo possível para conseguir ajudar efetivamente o paciente.

Demonstre interesse: tenha empatia nesse momento, demonstre o seu interesse pelos sentimentos que a pessoa está apresentando.

Cuidados: em momentos como esse, ajudar o paciente com cuidados de higiene pessoal e alimentares vão fazer uma diferença enorme.

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