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Esporte

Dívidas do Santos, “reforma esportiva” e “três anos em três meses”: falamos com Rollo

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Atrás de uma tradicional mesa de escritório em sua sala na Vila Belmiro, entre relatos das primeiras duas semanas no comando do Santos e uma previsão pessimista do que vem pela frente, foi assim que Orlando Rollo definiu seu trabalho como presidente em exercício do clube:

– Essa mesa aqui só chegou ontem. Eu estava atendendo as pessoas num canto, no sofá. Estou indo para CBF, CT, Federação, vou ao banco… Não paro aqui. A nossa meta, o nosso lema, é fazer três anos em três meses, com o dinheiro de três dias.

Em entrevista exclusiva ao ge de cerca de 40 minutos, Orlando Rollo foi realista.

– O Santos está à beira do abismo – definiu.

 

Orlando Rollo, presidente em exercício do Santos — Foto: Eduardo Valim

Orlando Rollo, presidente em exercício do Santos — Foto: Eduardo Valim

Presidente em exercício desde quando José Carlos Peres foi afastado pelo Conselho Deliberativo do cargo, Orlando Rollo tem trabalhado com a ajuda de opositores e aliados. O dirigente montou um Comitê de Transição com oito membros, de grupos políticos distintos, à beira da eleição presidencial de dezembro.

Por enquanto, Orlando Rollo tem buscado acordos para dívidas a curto e médio prazo do Santos. Conseguiu, com a ajuda dos opositores Walter Schalka e Andrés Rueda, chegar a um acordo com o Hamburgo, da Alemanha, para poder voltar a contratar. Agora, tenta se acertar com o Huachipato, do Chile, e o Atlético Nacional, da Colômbia, que também foram à Fifa contra o Peixe.

– Tínhamos 116 processos trabalhistas quando cheguei. Estamos entrando em contato com todos que acionaram o Santos. A nossa meta é fazer acordo com pelo menos metade desses 116. Com relação às dívidas de curto prazo, já fizemos o acordo com o Hamburgo. Contamos muito com a ajuda do Rueda, que emprestou um dinheiro, e do Schalka, que se colocou à disposição para auxiliar. Eu não estou fazendo nada sozinho. Estou pedindo ajuda para todo mundo, todos os candidatos. E nós estamos agora trabalhando nas dívidas maiores, os acordos – explicou.

Quando recebeu o ge, inclusive, Orlando Rollo citou o excesso de trabalho e disse precisar cuidar da saúde. Nesta quinta-feira, o presidente do Santos passou mal e teve de ir ao hospital. Foi diagnosticado um quadro de hipertensão.

– Estou dormindo de duas a três horas por noite. Estou até abatido, tenho de cuidar da saúde. Eu trabalho mais de 20 horas do dia por causa do Santos.

Orlando Rollo, presidente em exercício, em conversa com Cuca no CT Rei Pelé — Foto: Ivan Storti/Santos F.C

Orlando Rollo, presidente em exercício, em conversa com Cuca no CT Rei Pelé — Foto: Ivan Storti/Santos F.C

Elogiado por Marinho, Orlando Rollo contou que está tentando se aproximar dos jogadores para dar segurança ao elenco.

– Os atletas se sentem protegidos quando têm um dirigente no seu cotidiano frequentando o CT, indo aos jogos, ouvindo as reclamações, os elogios. Ouvindo os jogadores e resolvendo os problemas. Eu já conversei oficialmente e extraoficialmente, me dispus a resolver os problemas, ouvi-los na medida do possível. Eles estão se sentindo amparados – disse.

O que Orlando Rollo também fez desde quando assumiu o Santos foi reformular o organograma do clube. Em meio às mudanças, demitiu cerca de 30 funcionários do setor administrativo que não se enquadravam nos planos.

Agora, a partir da próxima semana, Rollo pretende iniciar a “reforma esportiva”.

– Agora, começa a reforma esportiva. É evidente que no futebol profissional não haverá grandes mudanças. As mudanças que ocorrerão já foram aprovadas tanto pelo (Felipe) Ximenes (superintendente de esportes), pelo Jorge (Andrade) e pelo próprio técnico Cuca. E vai começar nesta semana – prometeu Rollo.

 

Demissões à parte, o presidente está preocupado com a situação financeira do Santos. Em contrapartida, não gostaria de vender jogadores.

– Temos menos de R$ 5 milhões para receber até 31 de dezembro. As dívidas a curto prazo são as dívidas de salários e as dívidas da Fifa. Huachipato, Hamburgo e Atlético. Nem estou entrando em dívidas com fornecedores, demandas trabalhistas… Não estou nem entrando nesse mérito.

– Eu não quero negociar jogador. Eu evito negociar jogador, porque eu acho que o professor Cuca já está fazendo um milagre com o time. Milagre, porque o time é muito bom, mas acaba “faltando perna” para as peças de reposição, porque o Santos está disputando muitas competições. O técnico Cuca precisa de reforços. Ele está num time grande e é justo que ele peça reforços. É inadmissível estar num clube grande e não contar com um plantel para brigar por títulos – completou.

Ge

 

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